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“Yukê”? Fruto de exportação ilegal, fóssil de aranha que homenageia Pabllo Vittar volta ao Brasil

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O legado da cantora Pabllo Vittar não se limita apenas à música, já que o Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, no Ceará, recebeu hoje (21) o fóssil da aranha Cretapalpus vittari, que homenageia a artista, após este e outros 35 espécimes fossilizados terem sido ilegalmente exportados do nosso país.

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A aranha Cretapaldus vittari, ilegalmente exportada para o exterior, retornou ao Brasil em solenidade promovida pelo Museu de Paleontologia do Ceará (Imagem: Downen/Selden/Reprodução)

O museu, que é ligado à Universidade Regional do Cariri (URCA), realizou a solenidade às 9h, recebendo os fósseis em questão. No que tange à aranha que homenageia Pabllo Vittar, o fóssil pertence à família Palpimanidae, sendo o exemplar mais velho da América do Sul, tendo vivido na Era Mesozóica (250 milhões – 65 milhões de anos atrás).

A decisão de homenagear Pabllo Vittar veio da Universidade do Kansas, que estava em posse dos fósseis e os devolveu à entidade brasileira. A cantora tem grande projeção nos Estados Unidos: em junho, ela figurou em outdoors e propagandas do Spotify em cidades como Los Angeles e Nova York (além de Toronto, no Canadá), em comemoração ao mês do Orgulho LGBTQIA+ na América do Norte. Recentemente, a cantora brasileira participou da música Fun Tonight, parte do disco de remixes Dawn of Chromatica, de Lady Gaga.

A aranha foi nomeada em homenagem à cantora Pabllo Vittar, que tem grande projeção no cenário musical dos Estados Unidos (Imagem: Pabllo Vittar/Instagram/Reprodução)

Alvos de ação por parte do Ministério Público Federal (MPF) do Ceará, os fósseis foram considerados uma vitória além do esperado, tendo em vista que, sobre alguns dos restos, nós sequer sabíamos estarem em posse dos cientistas americanos. Os paleontólogos Matthew R. Downen (EUA) e Paul A. Selden (Reino Unido), que fizeram a descrição técnica da aranha e dos outros fósseis, se comprometeram a ajudar com a repatriação do material.

Para o reitor da URCA, Francisco de Lima Júnior, a devolução dos animais representa uma “grande conquista” para a faculdade e para o Brasil, ampliando o material de pesquisa e expandindo o portfólio protegido pela instituição

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