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Wladimir Garotinho: “Os oportunistas e as oportunidades”

 

O deputado fedaral Wladimir Garotinho usou as redes sociais para falar sobre a novela do retorno do Restaurante Popular. Acompanhe o texto do parlamentar abaixo, na íntegra:

Restaurante Popular: sua importância social, os oportunistas e as oportunidades

Era uma segunda feira, 16 de fevereiro de 2004, a governadora Rosinha inaugurava o restaurante popular da cidade de Campos, o oitavo aquela época de um programa de inclusão social e de combate à fome, que chegou a ter dezoito unidades em pleno funcionamento no Estado, hoje restam apenas três.




Naquele tempo, eu era um jovem de 19 anos ainda sem envolvimento com política partidária, mas eu estava lá, sentado à mesa ao lado de pessoas que sempre acreditaram na eficácia do programa e também ao lado de centenas de outras pessoas radiantes com a oportunidade que lhes estava sendo oferecida.

Com o passar dos anos, governos sem sensibilidade humana e social foram fechando um a um, mesmo em períodos de abundância de recursos financeiros, até porque o custo da manutenção dos restaurantes populares sempre foi pequeno, se comparado ao bem social, irrisório.

O tempo passou e em 2016 uma oportunidade bateu a minha porta. Eu estava como chefe de gabinete do deputado estadual Bruno Dauaire, já Rosinha, prefeita de Campos. Com o restaurante popular da cidade fechado, consegui articular um convênio com o Estado que permitiu a reabertura pela prefeitura. Novamente eu estava lá, participando com alegria daquilo que eu acredito. Mas durou pouco. Apenas um ano depois, um governo daqueles, sem sensibilidade humana e social, assumiu a prefeitura da cidade e fez o que já se imaginava: fechou as portas sem sequer comunicar a comunidade ou as pessoas que ali faziam sua única refeição do dia. Recebi essa notícia na estrada, voltando do Rio de Janeiro, ao lado do deputado Bruno Dauaire. Chegando a cidade fomos direto ver de perto se tal notícia era verdadeira e, chegando no local, vimos funcionários e usuários chorando e implorando que fizéssemos alguma coisa para impedir tal medida. Infelizmente aquela época não podíamos garantir a manutenção do restaurante, mas com o coração apertado e em busca de ajudar pessoas desorientadas e sem perspectivas de como se alimentar, criamos o “Café da manhã solidário” na porta do restaurante, que se mantém ativo até hoje com doações e voluntários. Aqui faço um registo especial a Maria Goretti, idealizadora do projeto que mantém junto de muitas outras pessoas a esperança viva e a fome acalentada.

Dois anos se passaram, me elegi deputado federal e fiz um compromisso em campanha: colocar emendas parlamentares que garantissem a reabertura e a manutenção do local. Logo na primeira semana após assumir o mandato, fui ao governador Wilson Witzel e ouvi dele e da primeira dama Helena, que cinco restaurantes seriam reabertos no Estado e que o de Campos estava nos planos. Comuniquei a ele minha intenção de ajudar o Estado a custear, e tornei tal intenção pública através de ofício assinado e protocolado em seu gabinete no dia 18 de fevereiro de 2019. Era mais uma oportunidade que a vida me dava de ajudar as pessoas, de fazer o bem e de cumprir meu compromisso assumido com a população. A partir daí, começam a aparecer os oportunistas. Pessoas que sempre criticaram o modelo de política pública que o Restaurante Popular representa e o criticavam com palavras de negação. Hoje, na eminência de realmente termos um desfecho positivo, aparecem como interessados naquilo que sempre criticaram para surfar em uma onda que não lhes cabe, típico de quem acha que o povo é bobo ou tem memória curta.

Parabéns governador Wilson Witzel por sua sensibilidade e entendimento da necessidade, continuo acreditando na palavra que me foi dada em fevereiro e, se concretizando, mais uma vez eu estarei lá.

Quem tem fome, tem pressa!

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