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BLOG DO GUSTAVO MATHEUS

Opinião, artigos e bastidores da política

Wladimir Garotinho e Rodrigo Bacellar: Quem ganha é Campos

O governador Cláudio Castro, apesar do pacote pesado que traz consigo, é um dos governadores mais presentes e participativos no Norte e Noroeste. Isso é inegável e até mesmo o mais despolitizado dos campistas já se deu conta. São programas, verbas, obras e até mesmo as repetidas visitas a Campos, apelidada por Castro como a “capital do interior”, que evidenciam o carinho do governador pela planície.

O que ainda não é tão perceptível aos campistas é o motivo de tanto carinho.

Figuras que sempre caminharam na direção oposta da política, uma rivalidade histórica, hoje se alinham, mesmo que indiretamente. O prefeito Wladimir Garotinho e o secretário estadual de Governo Rodrigo Bacellar são os grandes responsáveis por essa “devoção” do governador ao nosso município.

Rodrigo, embora não seja aquela figura clássica de liderança política, é um dos mais privilegiados articuladores que essa cidade já viu. Goste ou não, poucos têm a intimidade que Bacellar tem com o bastidor político. E sua vocação para o trabalho e destreza em ambientes disputados pelos poderosos aceleram os processos, driblando a burocracia e má vontade política, comuns ao metiê.

Wladimir, por outro lado, carrega o sobrenome político mais relevante da história no Estado. Mesmo que você seja anti-Garotinho é preciso reconhecer os feitos eleitorais e sociais alcançados pelo pai do prefeito, a quem o governador trata como a maior liderança da região. Além do pai Anthony Garotinho como trunfo, Wladimir possui a experiência em Brasília e network que construiu quando deputado. O que facilita no acesso aos ministros e antigos colegas parlamentares.

A constante guerra fria têm os seus momentos diplomáticos evidenciados sempre que o assunto é política pública para Campos. Ambos caminham em lados opostos que, vez ou outra, se entrelaçam pelo mesmo objetivo. Algo notável e digno de reconhecimento.

Wladimir e Rodrigo não precisam ser amigos e nem gostar um do outro. Mas é necessário que continuem trabalhando juntos, sem vaidade, por Campos. Mesmo que ocasionalmente, os dois precisam se unir para seguir lembrando ao governado Cláudio Castro que a capital do interior merece uma atenção mais que especial.

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