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Witzel vai à Assembleia de Deus orar e pedir apoio

Em junho divulgamos aqui no ClickCampos que Witzel foi aconselhado por uma Mãe de Santo que exonerasse o seu fiel escudeiro Lucas Tristão, sugestão que foi acatada pelo governador. Agora Witzel apela para a Assembleia de Deus. Na mira de um pedido de impeachment na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e de inquérito na Procuradoria-Geral da República (PGR) que apura corrupção na área da Saúde em sua gestão, o governador Wilson Witzel, do Partido Social Cristão (PSC), visitou neste domingo a Assembleia de Deus Ministério Madureira, na Zona Norte. Católico, o ex-juiz federal estava com a primeira-dama Helena Witzel, também investigada.

O pastor Everaldo Pereira, dono do PSC e principal articulador político do Palácio Guanabara, acompanhou o casal. Comandado pelo bispo Manoel Ferreira e pelo filho dele, Abner, o templo faz parte do roteiro de peregrinação de candidatos em campanha eleitoral na busca pelos votos dos evangélicos.

Witzel discursou aos fiéis, mas não citou o impeachment. Disse apenas que “Deus está cuidado de tudo”. Antes, ele participou das orações. Nos bastidores, porém, a ida do governador ao culto teve um propósito: selar um acordo com a Assembleia de Deus para ajudá-lo a se salvar na Alerj. Witzel quer que Abner interceda junto ao deputado federal Otoni de Paula (PSC) para que o parlamentar tente convencer deputados bolsonaristas a votarem contra o seu afastamento. Também pastor da Assembleia, Otoni é um dos principais defensores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Congresso. O deputado está sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em inquérito sobre apoio e financiamento de atos antidemocráticos.

Sobre a tentativa de aproximação e o pedido para que o deputado faça uma ‘ponte’ com os deputados, Otoni disse que o pedido ainda não chegou até ele: “O pedido já nasce morto. Uma coisa é o Abner orar e recebê-lo na igreja. É o papel que o bispo sempre faz, respeitar as autoridades por mais que o problema dele (Witzel) seja grave. Se o governador pediu ao Abner, tenho certeza que não vai chegar a mim. Mas, se o pedido chegar por outra pessoa, o que eu vou falar? Vou mandar para onde? Para o inferno? É um absurdo, ridículo”.

Com informações da Revista VEJA

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