Vereadora pede Estado de Calamidade na Saúde mais cara da história de Campos

A palavra livre de hoje na sessão da Câmara, quando um vereador fala o que quer sobre tema de própria escolha, vinha sendo o mais do mesmo, até que a parlamentar Rosilani do Renê usou da tribuna e o momento para dar o seu grito de liberdade. A vereadora, em discurso apaixonado, clamou por ajuda e pediu: “O prefeito tem que declarar estado de calamidade pública na Saúde”. Acompanhe na íntegra a fala de Rosilani, que colocou fogo na planéria, abaixo:

Nosso povo está morrendo. Existe uma grande epidemia de chikungunya na cidade. Precisamos buscar ajuda. O povo pra ser atendido, precisa ir a fila para nas madrugadas, pra ser atendido 2 dias depois. Nós precisamos lutar por nossa cidade, pelo povo.




Um pai me ligou com o filho vomitando sangue no pronto atendimento, deram uma dipirona e mandaram embora. Isso pra depois ter que ir pra fila, em caso de emergência. Estamos falando de gente, ser humano. Isso é uma humilhação. O povo não merece isso. Eu tive que ficar quieta, porque é verdade. Chega de dizer que a culpa é do governo passado, nosso problema é hoje. O nosso problema é agora, não ontem. Tomem atitude.

Precisamos buscar socorro. Vamos a quem pode nos ajudar. Decretar estado de calamidade pública. Não adiante o líder do governo ou qualquer vir aqui dizer que a culpa é do governo passado. Ao invés disso, ligue para o prefeito, pois somente ele tem o poder da caneta para assinar o decreto e salvar vidas.

Chega de ficarmos calados. Aqueles que são base, nada contra o prefeito, a pessoa dele. Mas quem nos colocou aqui foi o povo. Precisamos de hospitais de campanha no nosso município.Não tem soro no hospital. E nós estamos aqui calados vendo tudo isso sem fazer nada pra mudar. Precisamos ser humildes pra pedir socorro pra nossa Saúde. O nosso povo tá morrendo e não quero ser responsável pelo sangue de ninguém.
  • 900 milhões em Calamidade:
Lembrando que o prefeito Rafael Diniz é o que mais gasta na Saúde em toda história do município, quase 900 milhões de reais. Metade do valor é gasto só com funcionários. Vitória, capital do Espírito Santo, por exemplo, investe por volta de 400 milhões, com uma Saúde Municipal reconhecidamente mais eficaz e eficiente que a nossa.
Depois da reflexão acima, a indagação que fica é a seguinte. Para onde está indo os milhões “investidos”? Pois a Saúde no município está longe de corresponder a expectativa da grana aplicada. A vereadora pede Estado de Calamidade na Saúde mais rica e menos efetiva de nossa história.

 

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