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Veja todas as denúncias feitas contra o Facebook até agora

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O Facebook está passando por uma das maiores crises de relações públicas da história da empresa. Tudo isso se dá pela série de reportagens “The Facebook Papers”, publicadas em grandes jornais dos Estados Unidos, como Wall Street Journal e The New York Times.

As matérias são baseadas em uma série de denúncias apresentadas por Frances Haugen. Trata-se de uma ex-funcionária do Facebook que reuniu uma série de documentos antes de deixar a empresa. Esses documentos foram enviados para uma comissão do Congresso dos Estados Unidos.

Haugen era gerente de produto do Facebook até maio deste ano. Ela também fazia parte do grupo Civic Integrity, que trabalhou analisando riscos para eleições ao redor do mundo. Entre os potenciais problemas, estão a desinformação e contas controladas por robôs.

Entre as principais denúncias de Haugen, está o fato de que a empresa ter mostrado diversas vezes que coloca o lucro à frente da segurança dos usuários. Além disso, a ex-funcionária garante que o Facebook (agora Meta) sabe que o Instagram é tóxico para adolescentes, mas não faz nada a respeito.

Saúde mental de adolescentes

Uma das principais denúncias aponta que o Facebook sabe que o Instagram é tóxico para os adolescentes. Imagem: KatarzynaBialasiewicz (Pixabay)

Um relatório encaminhado por Haugen ao Wall Street Journal apontou que o Facebook sabia, mas ignorava o impacto negativo do Instagram na saúde mental dos adolescentes. O principal problema, segundo os documentos, diz respeito à autoestima e imagem corporal dos jovens.

Segundo o vice-presidente global do Facebook, Nick Clegg, a empresa já está trabalhando em novos recursos para aumentar a segurança dos adolescentes na plataforma. Entre os novos recursos, está uma espécie de aviso de “pausa”, para que os jovens tenham maior controle do tempo online.

Impotência contra o discurso de ódio

Uma segunda denúncia, essa levada a público pelo The New York Times, apontou que o Facebook tem tido bastante dificuldade em lutar contra o discurso de ódio. Isso acontece principalmente via WhatsApp e em países como a índia e aqui no Brasil.

Segundo o relatório, o principal problema é a infestação de bots e contas falsas espalhadas pelas redes da empresa. Esses bots e contas falsas tiveram um forte impacto nas eleições nacionais indianas, realizadas em 2019.

Foco demasiado nos Estados Unidos

Ex-funcionários dizem que o foco do Facebook na contenção da disseminação do discurso de ódio é muito focado nos Estados Unidos. lev radin/Shutterstock

Outra denúncia do NYT diz que a alocação de recursos do Facebook dá um foco demasiado no país de origem da empresa, os Estados Unidos. Segundo a publicação, nada mais do que 87% dessa verba vai para a Terra do Tio Sam, enquanto somente 13% vai para o resto do mundo.

Isso cria um ambiente bastante desigual entre países que têm o inglês como idioma e outras nações. Como exemplos, são citados Mianmar, onde o Facebook pouco conseguiu fazer para combater a desinformação, e a Etiópia, onde a violência é disseminada pela rede com poucas ações contra isso.

Atualização desastrada

Em 2018, o Facebook fez uma atualização em seus algoritmos. O objetivo era que os usuários vissem mais postagens de amigos do que, por exemplo, de páginas. Isso fez com que grandes veículos de imprensa, como a Folha de S. Paulo, parassem de publicar conteúdo na rede social.

Porém, o tiro acabou saindo pela culatra e o aumento das interações entre amigos e familiares dentro do Facebook acabou por fazer com que a rede ficasse mais “bélica”. Além de tudo, os feed de notícias ficaram mais tóxicos e a desinformação correu solta.

Emenda pior que o soneto

Numa tentativa de consertar o erro, o Facebook passou a aumentar a visibilidade de histórias positivas sobre si mesmo, isso aconteceu em janeiro deste ano. O passo seguinte foi distanciar a imagem de Mark Zuckerberg de tópicos polêmicos, como a desinformação sobre vacinas.

Em 2018, a empresa chegou a tentar desativar o algoritmo do feed de notícias para alguns usuários selecionados. Porém, isso fez com que os usuários tivessem experiências piores, sendo bombardeados com anúncios e tendo seu engajamento muito diminuído.

Funcionários insatisfeitos com a chefia

Segundo uma reportagem do The Wall Street Journal, a empresa ignorou uma série de advertências feitas por funcionários, principalmente sobre venda de drogas, órgãos e tráfico de pessoas na plataforma. Funcionários teriam dito que a empresa se comporta como uma “startup ingênua”.

Os funcionários também se queixam de que algumas equipes, como a de políticas de conteúdo, não têm tanto poder para ações rápidas. Esse poder está nas mãos de poucos times, como por exemplo, a equipe de políticas públicas.

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O que diz Mark Zuckerberg

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, acredita que a imprensa age de má-fé e está, de certa forma, mal informada sobre o Facebook. Imagem: Chip Somodevilla / Getty Images

O fundador e CEO da empresa, Mark Zuckerberg, por sua vez, declarou que acredita em uma certa dose de má-fé por parte dos ex-funcionários que estão denunciando a empresa. Para ele, seus ex-empregados têm interesses pessoais e estão usando as denúncias para alcançá-los.

Além disso, o Zuckerberg acredita que a imprensa estaria mal informada sobre a empresa. “Minha opinião é que estamos vendo um esforço coordenado para usar seletivamente documentos que vazaram para pintar uma imagem falsa de nossa empresa”, disse o CEO na última chamada trimestral de lucros.

Via: The Next Web

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