‘Vacina é uma questão coletiva, não é individual’, diz Mourão

Em seu primeiro dia de trabalho do ano, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta segunda-feira, 11, que os esforços de imunização contra a covid-19 são uma questão “coletiva” e não individual. Recuperado da doença, Mourão reforçou que tomará o imunizante de acordo com o grupo prioritário em que se encaixa e “sem furar fila”.

“Eu acho que a vacina, ela é para o País como um todo, é uma questão coletiva, não é individual. O indivíduo aqui está subordinado ao coletivo nesse caso”, disse em conversa com jornalistas nesta manhã. A fala vai na direção oposta de declarações do presidente Jair Bolsonaro, que tem minimizado os esforços internacionais de imunização e colocado em dúvida a eficácia das vacinas.

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Na semana passada, o chefe do Executivo afirmou que “menos da metade” da população brasileira tomaria a vacina, segundo pesquisas dele próprio feitas em suas aparições públicas “na praia, na rua”. O presidente também já negou que tomará a vacina com o argumento de que já teve a doença. Ao contrário de Bolsonaro, Mourão manteve a posição favorável ao imunizante mesmo agora depois de testado positivo para a covid-19 no fim do ano.

“(Tomarei a vacina) dentro da minha vez. Eu sou grupo 2, de acordo com o planejamento (do governo). Não vou furar a fila, a não ser que seja propagandística”, declarou. O plano nacional prevê uma primeira etapa de vacinação de grupos prioritários, que somam 49,6 milhões de pessoas, como profissionais de saúde e idosos. Pela idade, Mourão, que tem 67 anos, se encaixa na fase dois do plano.




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