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Resultados das eleições faz institutos de pesquisas perderem a pouca credibilidade que ainda tinham

A eleição de 2018 foi marcada por muitas surpresas e de fatos que mudaram o cenário político do Brasil muito rápido. Episódios como a faca em Bolsonaro e o crescimento – em forma de onda – do movimento Bolsonarista fizeram com que a taxa de erros em pesquisas de intenção de votos fosse altíssima.

Mas em 2020, até mesmo eleições tranquilas fizeram os institutos de pesquisa errar. Em Campos foram divulgadas 4 pesquisas no segundo turno. Apenas uma que acertou, dentro da margem de erro. O instituto GERPE apontou um empate em 50% entre os candidatos, com margem de erro de 3,16%.

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Já o Instituto Paraná pesquisas errou tudo que apontou. No primeiro turno dava empate técnico entre Caio Vianna e Wladimir Garotinho. Ao abrir as urnas, uma diferença de quase 40 mil votos entre os dois candidatos mostrava que a pesquisa errou feio. No segundo turno, um levantamento registrado ainda na primeira semana mostrava Caio Vianna a frente de Wladimir Garotinho. Na segunda semana uma nova pesquisa foi realizada mas não teve o resultado divulgado.

A terceira pesquisa divulgada foi a do IBOPE, que chegou a ser questionada publicamente pelo candidato Caio Vianna, já que o resultado apontava vitória de Wladimir Garotinho com 57%. O instituto errou a porcentagem, mas previu a vitória. Assim como o Fonte Exclusiva/DATAVIU. Sob responsabilidade do jornalista campista Roberto Barbosa, o instituto foi o único a cravar em 100% o resultado no primeiro turno. Já no segundo turno, o instituto acertou o candidato vencedor, mas errou a porcentagem. O instituto por sinal, teve uma boa taxa de assertividade em cidades do interior fluminense e sul capixaba.

Fora de Campos, resultados completamente diferentes do que era apontado em pesquisas aconteceram. Em São Gonçalo, o Instituto Inteligence cravou que Dimas Gadelha ganharia o segundo turno com 61% dos votos. Dois dias depois o seu adversário, Capitão Nelson, saiu vitorioso das urnas com 50,79% dos votos.

Em Porto Alegre, capital gaúcha, na pesquisa apresentada no sábado (28), Manuela D’avila aparecia com 51%, e Melo com 49%, um empate técnico, com leve vantagem para a candidata do PC do B. Nas urnas, no entanto, Melo alcançou 55%, elegendo-se prefeito de Porto Alegre, e Manuela ficou com 45%. Esses números estão fora da margem de erro da pesquisa, que é de três pontos percentuais.

Um dos casos mais estranhos aconteceu em Recife. Na véspera da eleição, dois institutos apontaram o empate em 50% entre os candidatos João Campos e Marília Arraes. Contrariando as expectativas, o resultado da eleição para prefeito do Recife foi muito menos acirrado do que se esperava. A vitória de João Campos (PSB) teve uma diferença de mais de quase 13 pontos percentuais. O candidato do PSB alcançou 56,27% dos votos e venceu em todas as zonas eleitorais da capital pernambucana, enquanto Marília Arraes (PT) teve 43,73%.

A eleição de 2020 serviu para mostrar ao eleitor que a pesquisa de opinião não é verdade absoluta e que o voto faz a diferença.




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