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Relatório final da CPI do Fundecam será apresentado nesta quarta na Câmara de Campos

Os indícios de irregularidades em cerca de 20 empréstimos feitos pelo Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam) estão entre os apontamentos do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investigou durante seis meses os contratos feitos entre 2001 e 2016. Todo o trabalho será apresentado nesta quarta-feira (15), às 17h, na Câmara de Campos. 

De acordo com o presidente da CPI, vereador Jorginho Virgilio (Patri), muitas das suspeitas levantadas no início da investigação ficaram comprovadas ao fim delas, que agora serão encaminhadas aos órgãos, como a Polícia Federal, Ministérios Públicos Estadual e Federal, além do Tribunal de Contas do Estado (TCE).




A CPI levantou um rombo de mais de R$ 500 milhões desde a criação do Fundo em 2001, passando pelos governos Arnaldo Vianna, Alexandre Mocaiber e Rosinha Garotinho.

“Seguimos todos os protocolos regimentais, desde que realizamos uma audiência pública sobre o tema. Como já falei anteriormente, não existe nenhuma ‘caça às bruxas’ a políticos ou empresários, mas sim uma caça ao dinheiro dos royalties que pertence ao povo de Campos e que foi gasto de forma irresponsável pelos governos passados”, afirmou Jorginho. Ainda segundo ele, são casos absurdos, como empresas que pegaram o dinheiro dos royalties e nunca abriram.

“Com a nossa equipe técnica, formadada por dois advogados e um economista, a CPI mergulhou em um ambiente obscuro com muitos indícios de fraude”, disse o vereador.

O advogado William Machado, que atuou na equipe técnica, diz haver falhas por parte dos administradores na concessão dos empréstimos. “Foram identificados problemas em diversas gestões”, afirmou, ressaltando que durante os seis meses de trabalho, mais de 10 pessoas foram ouvidas.

Além do vereador Jorginho Virgílio, também participaram da CPI os vereadores Abu (Cidadania), Luiz Alberto Neném (PTB), Silvinho Martins (Patri) e Paulo Arantes (PSDB).

“Um trabalho que está concluído, mas que precisou de muita dedicação”, comentou o presidente da CPI.

O vereador lembra ainda que tudo começou quando recebeu em seu gabinete algumas denúncias. “Imediatamente oficiamos o presidente do Fundecam que me forneceu todos os números, os nomes das empresas e como estava o andamento desses processos. Depois de conversamos também com o Ministério Público, tivemos a ideia de realizar a audiência e colher mais dados para a CPI”, informou Jorginho.

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