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Rafael Diniz: “Nem melhor nem pior, apenas diferente”

A política tem a recorrente mania de escalar os fatos, ultradimensiona-los. O bom se torna maravilhoso enquanto o ruim entra para os anais como pior da história.

Quantos prefeitos em Campos são referidos em conversas de bar como os melhores? Um, talvez dois… Piores, entretanto, são vários. Já ouvi dizer que o pior prefeito foi Zezé Barbosa, que “só pintava meio fio e escrevia seu nome em bancos de praças”. O segundo mandato da prefeita Rosinha também entra na roda. “A prefeita que quebrou Campos”. Ou, como a mesma disse, colocou no “buraco”. Mocaiber, “o homem que saiu da prefeitura no avião preto da federal”. Sergio Mendes, o prefeito que “se escondia dos servidores, funcionários e população”, que “deixou os hospitais a base de angu d’água”. E agora Rafael Diniz, o “prefeito que não gosta de pobre”, que assassinou a sangue frio, e em dias, direitos conquistados através de lutas que existiam antes mesmo do nascimento do próprio prefeito.




Rafael, na minha humilde e despretenciosa opinião, comete os mesmos erros que o ex-prefeito e governador Anthony Garotinho cometeu. A diferença é que Rafael ignora os acertos e replica apenas o irreplicável.

O governo Diniz consiste em infográficos, papagaios de pirata, burocracia e inabilidade política. Péssima comunicação, interna e externa. Apatia e um tremendo bloqueio criativo na criação de fatos políticos relevantes. Parece que o governo concentra toda sua energia em explicar porque é ruim ao invés de buscar alternativas. “Não tem dinheiro, arrumando a casa e a arrecadação caiu” são mantras repetidos pela administração que já cansaram os desiludidos tímpanos nesta planície goitacá.

O governo do casal Garotinho após cada deslize, besteira ou maledicência que cometeu sempre reagia com um novo programa, projeto ou proposta. Habilidade política e trabalho pra criar o fato que, midiaticamente, fazia o contraponto ao erro que o antecedia.

Difícil dizer que Rafael é o pior da história por dois motivos. Primeiro porque seu mandato ainda não acabou. E segundo, o próprio insiste em dizer que está arrumando a casa. Então, esperemos o fim e a conta. Vamos ver se ele paga ou pendura, como fizeram antes dele.

O erro de Rafael é achar que obrigação e resposabilidade fiscal é favor ou algo novo. O Rio Janeiro já dizia, lá atrás com Saturnino Braga, tido como adminstrador responsável, mas inapetente para todo resto. “O homem que desmoralizou a honestidade”.

Mas, se não podemos ainda afirmar que Rafael é o pior prefeito da história, podemos, com toda a certeza, dizer que está bem longe de figurar entre os melhores.

Ironicamente, Rafael ganhou a eleição com um slogan tão sugestivo quanto subjetivo, “Vai ser diferente”. E assim como cantou lá atrás o funkeiro MC Marcinho, é o governo de Diniz: “Nem melhor nem pior, apenas diferente”.

Se apenas a população soubesse a sinopse deste filme… Diferente mesmo seria a história daquela eleição.

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