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Rafael Diniz: Não era para ser ‘diferente’?

Faltando um ano para a eleição de 2020, os principais nomes do tabuleiro político da região se movimentam em busca de apoio partidário, de lideranças locais, até mesmo apoio financeiro, entre muitas outras alianças que acontecem no cenário que a maioria não acompanha. No entanto, o sentimento geral no momento, é o mesmo que se via em 2015, quando faltava um ano para aquela histórica eleição do “Vai ser diferente!”.

O prefeito Rafael Diniz que vendeu um discurso de ser diferente, errou muito, e ainda vai errar muito mais. O principal motivo para entender o fracasso de seu governo, que tem os maiores índices de rejeição da história do município – e sim, Rafael sabe disso e entende que o momento é delicado – é muito fácil de se compreender: não foi diferente.




Como diria um deputado federal, o vereador Rafael que era um ‘tigrão’ e atacava a gestão de Rosinha Garotinho na tribuna da Câmara, virou “tchutchuca” ao lidar com os principais empresários prestadores de serviço da Prefeitura de Campos. Para exemplificar com apenas um caso, dentro de muitos, a tão criticada Vital na época em que Rafael era vereador, virou a grande parceira do município quando Rafael virou prefeito. Isso se repete em quase todas as secretarias do município, com contratos recebendo aditivos atrás de aditivos. Quem não se lembra de Rafael na Câmara criticando as empresas de fora da cidade que “vinham no município e buscavam os recursos e levavam para outras cidades”? Nada mudou. As empresas continuam fazendo o mesmo papel de antes e o prefeito agora segue “vendado”, não vendo absolutamente nada.

Se mudarmos para área política, nada mudou e nem deve mudar.O loteamento de cargos negociados com a Câmara, duramente criticado na gestão de Rosinha por Rafael, hoje todos sabem que continua no governo Rafael e ainda em maior escala. Tem vereadora que vai á tribuna da Câmara e dedura os companheiros falando que “não pode criticar o governo por que tem 500 RPAs nomeados”. Cada vereador tem a sua base que serve na maioria das vezes apenas como cabide de emprego. A prática que antes era duramente criticada, onde Rafael chamava a Câmara de “puxadinho do CESEC”, hoje ele mesmo transformou numa cobertura triplex com 20 quartos. Secretários e cabos eleitorais de Rosinha e Garotinho eram criticados, hoje são amigos do poder, com cargos em alto escalão. Fiscal de obra, que Rafael e a justiça acusam ser superfaturadas, hoje se torna secretário.

O governo Rafael tem apenas uma especialidade, que é a de criar desculpas. A culpa cai na queda da arrecadação dos royalties, mas isso não é novidade para quem votou e muito menos para ele, que foi eleito com o plano de governo intitulado “CAMPOS ALÉM DOS ROYALTIES”. Ele sabia que não poderia depender dessa receita por muito tempo, mas qual foi o feito dele para solucionar essa bomba engatilhada?

Mas, nada supera a desculpa que segue sendo dita todos os dias por ele, que inflama os seus cabos eleitorais. “A culpa é da herança da família Garotinho”, mas qual será a herança que Rafael vai deixar? O seu governo nada mais é do que uma versão piorada do que já era ruim e afundou a cidade, e ele sempre fez questão de definir dessa forma a gestão de Rosinha Garotinho. Não podemos deixar de lembrar do discurso de Rafael enquanto vereador, em que ele crítica duramente o discurso de colocar a culpa no governo passado, “Vivem colocando a culpa em quem já passou, mas eu não votei no governo passado. Tá na hora de assumir a culpa das irresponsabilidades deste governo”, esbravejava o vereador Rafael. O discurso bonito, se tornou no maior símbolo de revolta que Campos já teve.

No último debate eleitoral de 2016, Rafael disparou uma frase para o então candidato Dr. Chicão, que hoje também cabe perfeitamente ao seu governo dada a semelhança na sua  forma de gestão com o da família Garotinho. “Antes de pensar em pedir votos, Rafael deveria pedir desculpas”.

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