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Rafael Diniz: “Estão querendo se vingar da derrota nas urnas prejudicando o povo”

O prefeito eleito Rafael Diniz concedeu entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (08) ao lado de membros de sua equipe de transição. O objetivo principal do encontro com jornalistas foi esclarecer fatos relacionados à transição, que, segundo Rafael, “não começou de fato”. Ao lado de Diniz estavam presentes José Paes Neto, futuro Procurador Geral do Município, Leonardo Wigand, responsável pela transição na área da Fazenda, Fábio Bastos, Governo, e Felipe Quintanilha, da Transparência e Controle.

Rafael Diniz começou a coletiva explicando que defendeu desde o início uma transição técnica. “Após as eleições, desci do palanque. Busquei uma transição limpa, sem revanchismo ou caça às bruxas, mas a postura do atual governo não tem sido responsável e isso prejudica a população”, afirmou Rafael, que listou a ausência de diversas informações em áreas essenciais. “Nós não temos informações sobre dívidas com fornecedores, tal como falta detalhes sobre as listas de RPAs e a situação da PreviCampos”, disse Diniz, que também citou a convocação de concursados sem um diálogo prévio com o futuro governo. “Convocaram 200 concursados da Educação. Qual o objetivo? Inchar a folha salarial e inviabilizar o nosso governo? Não houve qualquer tipo de diálogo antes das convocações”.

Ainda sobre a falta de interação, a equipe de Rafael lembrou que foi pedida a suspensão de pregões de serviços de terceirização que chegam a quase R$ 100 milhões, mas o pedido foi ignorado pela atual gestão. “Como podem prever, com os pregões das terceirizações, uma despesa de R$ 97 milhões, se a previsão no orçamento para  2017 é de R$ 8,9 milhões?”, indagou.

Convênios com hospitais que estão próximos do fim e falta de informações sobre a manutenção de programas sociais foram outros temas abordados na coletiva. Segundo Rafael, a previsão de orçamento do cheque cidadão em 2017 é de R$ 28 milhões e esse ano a verba ficou em R$ 40 milhões. Na mesma situação, a previsão de orçamento do cartão cidadão (passagem social) para o ano que vem é R$ 21 milhões, enquanto esse ano pagou-se R$ 29 milhões até outubro.

Por fim, o prefeito eleito questionou o motivo pelo qual a atual gestão está agindo dessa forma: “Querem pesar ainda mais a folha de pagamento do funcionalismo público de Campos e impossibilitar o pagamento dos servidores? Querem inviabilizar o governo de Rafael Diniz em 2017? Não vão inviabilizar o meu governo, vão inviabilizar a cidade de Campos”, lembrando que “é preciso saber ganhar e perder”. “Há 30 anos o meu avô Zezé Barbosa, que foi prefeito de Campos três vezes, soube perder. E entregou a Prefeitura com dinheiro em caixa. Meu pai, o ex-vereador e ex-deputado Sergio Diniz perdeu por dois votos e também entendeu. Um dia eu também irei sair da política. É preciso ter serenidade na hora das vitórias e nas derrotas, sem se esquecer que ao tentar se vingar de um adversário, quem paga o preço é a população”.

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