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Rafael apaga incêndio com gasolina e tenta jogar a população contra vereadores

Se a semana começou com o procurador do município ameaçando os vereadores em um programa de rádio, achando que o governo era quem mandava no jogo, ela termina com Rafael Diniz tentando uma estratégia arriscada que pode custar muito caro. Nas duas movimentações do governo, fica claro o despreparo na articulação política e total desespero por falta de capacidade técnica.

Com a criação do G-8, liderado pelo vereador Igor Pereira, a Câmara enfim mostra para Rafael e seus secretário – também apelidados de “menudos” – que se os vereadores quiserem jogar o jogo, quem tem mais a perder ficando refém de alguém é o governo, e não os vereadores e seus indicados. Quando Rafael incita a população contra os vereadores, que até a última semana eram seus aliados e agora ele mesmo chama de irresponsáveis, ele está cada vez mais jogando gasolina no incêndio. As falas de Rafael e seu procurador demonstram despreparo e descontrole.




Se Rafael diz que os vereadores estão sendo irresponsáveis, ele se esquece que em uma das últimas sessões do ano de 2016, enquanto ainda era vereador, ele pedia aos demais vereadores para aprovarem o remanejamento do orçamento em 50% para o seu primeiro ano de gestão, mas garantia que nos anos seguintes o remanejamento seria de 15%. “Eu não tenho como governar com um orçamento que não participei da elaboração. Peço aos meus companheiros que para o ano de 2017 essa casa aprove o valor de 50%. Nos próximos anos eu me comprometo a mandar para essa casa o projeto com 15%”, dizia o valente vereador.

Na tentativa de querer impor sua voz, esquecendo do seu discurso no passado, Rafael se perde. A “última semana de 2019” deixa muito claro que tudo que foi falado nos seus três primeiros anos de gestão pela oposição é uma verdade. O secretariado de Rafael em sua grande maioria não tem competência e bagagem para permanecerem nos cargos que ocupam.

Enquanto Rafael faz pirraça e tenta colocar a população contra a Câmara, os vereadores vão poder dormir de cabeça tranquila, sabendo que cabe a eles o dia de amanhã do governo. Se Rafael queria de fato amenizar o clima, se reaproximar da Câmara e tentar por panos quentes no problema, a primeira atitude deveria ser exonerar o seu procurador. Rafael não fez e preferiu ir pelo caminho mais díficil.

Nessa guerra de ego x poder de articulação, Rafael começa a aprender a regra do jogo já chegando no final da partida. Quem ensina são secretários que nunca foram nada até 2016, e vão voltar para o anonimato em 2021.

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