Procurador chama decisão de juiz e documentos oficiais de “Fake news” e ameaça a imprensa

Em resposta a matéria publicada nesta sexta-feira (14), no ClickCampos, onde com exclusividade, tornamos público a ação de cobrança movida pela Santa Casa contra a prefeitura de Campos, que se transformou em negociação amigável entre as partes com o objetivo de resolver uma divida de R$ 12.6 milhões, o procurador Geral do Município encaminhou uma nota para a nossa redação negando a suspeição atribuída pelo juiz Cláudio França.

Segundo José Paes, não houve nenhum tipo de acordo, mesmo com documentos assinados pelos advogados da Santa Casa informando que havia uma realização de composição amigável.

– Não houve qualquer tipo de acordo envolvendo a Santa Casa de Misericórdia de Campos no processo mencionado na matéria em questão. O que houve foi a desistência do pedido da ação pela própria entidade, homologado pelo próprio juízo da 5ª Vara Cível. A Santa Casa é um hospital contratualizado há anos, obedecendo critérios técnicos e legais, e os pagamentos com a instituição estão regulares, assim como os demais hospitais.

Além disso, José Paes informou que tomará ‘medidas cabíveis’ contra o que ele chama de “fake news”. O bom jornalismo preza factualidade da informação, e não do apreço dos personagens que a compõem. “O procurador geral do município, José Paes, lamenta a divulgação equivocada deste tipo de conteúdo com objetivo claro de confundir a opinião pública e propagar Fake News e afirma que tomará as medidas judiciais cabíveis”, concluiu.

O ClickCampos deixa claro que, em momento algum, sugeriu ao além do descrito nos documentos oficiais representados matéria. Até onde entendemos, tornar público “acordos”, composições e qualquer outro tipo de “negócio” envolvendo verbas e figuras públicas é obrigação de um jornal isento e idôneo e extremo interesse da população.

“Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade.”.

George Orwell

Confira abaixo documentos que apontam que houve uma negociação amigável e também a decisão do juiz:

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