Politica

Primeiro debate presidencial na Band é um show de horrores em rede nacional

O tão esperado primeiro debate presidencial chegou, e pouquíssimo – ou quase nada – de bom pudemos ver. Até aqui, existia um uma certa ansiedade para a atuação dos candidatos em um debate político, já que para alguns seria a primeira vez. O “confronto” de Jair Bolsonaro e Ciro Gomes, que trocaram farpas ao longo do período pré-eleitoral, era um dos mais aguardados por exemplo, mas quando aconteceu, pouco se viu. O debate seguiu um tom “mais do mesmo” e humorístico, dificilmente quem estava indeciso pode decidir algo assistindo falas como as desta quinta-feira.

Sem dúvidas nenhuma, o mais desconhecido entre os oito participantes, o Cabo Daciolo foi quem mais chamou a atenção. A “casadinha” com Bolsonaro provavelmente será constante nos debates por também ser militar, então devemos ver sempre um ‘levantar a bola para o outro cortar’ nos próximos debates. As frases de efeito, as citações a Jesus, os temas a La “grupo de zap zap”, chamaram a atenção de quem assistiu o programa pelo despreparo do candidato do Patriotas, que em muitas vezes arrancou sorrisos de quem assistia. Porém, faça-se justiça, quando criticou o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, Daciolo tocou na ferida ao falar que “quando se faz acordos com o centrão, é impossível governar para o povo. Os ministérios devem ser divididos entre as alianças”, o que levou o bombeiro a ser o assunto mais comentado do twitter.

Já o principal nome da esquerda no debate da Rede Bandeirantes, Ciro Gomes (PDT), virou meme nas redes sociais ao perguntar a Jair Bolsonaro qual seria a melhor saída para os brasileiros que estão com o nome negativado por dívidas. Porém, o presidenciável do PDT não explicou como fará isso. Ficou mais ou menos no “me eleja que eu te explico como farei. Ciro que já havia dito que receberia Sérgio Moro na bala, encerrou sua participação pedindo desculpas ao juiz federal por dizer que a sua esposa recebia auxílio moradia, o que não era verdade. Ciro sabe que para ir para o segundo turno terá que mudar a linha do discurso. A esquerda provavelmente caminhará com Boulos e Haddad, então ele deverá ser mais agressivo com Alckmin e Marina.

Falando no ex-governador de São Paulo, o “saco de pancadas” escolhido por todos os presidenciáveis sem dúvidas nenhuma foi Geraldo Alckmin, que recebeu críticas de todos os candidatos, principalmente por ter feito acordo com o centrão em troca do fundo partidário que deve chegar na casa de R$ 1,7bi. Alckmin foi criticado principalmente por receber o apoio dos partidos que compuseram o governo Temer e ter seu discurso baseado em fazer o novo. Chamou a atenção quando Alckmin disse ser contra a “bolsa banqueiro”. Falando em banqueiro, Henrique Meirelles em sua primeira aparição ao grande público como candidato, roubou a atenção pelos gestos, sendo comparado á Carmem Miranda.

Enquanto isso, em mundo paralelo da internet, o PT realizava uma transmissão ao vivo nas redes sociais do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, com a participação de Fernando Haddad, Manuela D’Avila e Gleisi Hoffman. Enquanto a transmissão da Band bateu o recorde do Youtube Brasil como a maior transmissão ao vivo da história, o PT atraía cerca de 300 visualizações simultâneas. Patético.

Para quem esperava um desespero de Bolsonaro, não veio. Para quem esperava o veterano Alckmin conseguindo destaque em cima das críticas, também não veio. Para quem esperava Ciro ‘doutrinando’ em assuntos técnicos, também não veio. Para quem esperava um debate de alto nível, também não veio. E como diria Cabo Daciolo, “para honra e glória do Senhor Jesus”, o debate finalmente acabou.

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