BLOG DO MAYCON VIDAL

Opinião, artigos e bastidores da política

Prefeitura fica 8 meses sem pagar e ainda exige bens de empresa de Home Care

O Prefeito Rafael Diniz, em decreto publicado no Diário Oficial desta quinta (20), exigiu os bens e serviços da empresa Edcare, que  prestava serviço de home care para o poder público municipal. A exigência foi feita através do instrumento conhecido como “Requisição Administrativa” e tem por objetivo a manutenção da “prestação do serviço essencial de Atendimento Domiciliar da Secretaria Municipal de Saúde para usuários portadores de patologia grave.”

Entre os bens exigidos estão macas, camas hospitalares, respiradores, medicamentos, oxímetros, sondas, seringas, entre outras coisas. A Prefeitura comentou o caso em seu portal  oficial através do Procurador Geral, José Paes Neto, mas omitiu algumas informações sobre o caso. Há oito meses a empresa responsável pelo serviço (Edcare) não recebe da prefeitura, mesmo mantendo a prestação de serviços em dia, o que incluía além da mão de obra de enfermagem, os alimentos, insumos, medicamentos e demais equipamentos e objetos utilizados. Os advogados da empresa alegam que tentaram encerrar o contrato de maneira amigável:




“Diante de toda essa inadimplência, e para que não houvesse alegação de omissão de socorro ou algo da espécie, a empresa foi diligente e protocolou pedido de rescisão amigável do contrato junto ao Município, com base na Lei 8.666, sem sucesso. Também se socorreu do Ministério Público, onde propôs a título de acordo, e para que os pacientes não ficassem desassistidos, a transferência deles para a rede pública ou privada de saúde, além do pagamento parcelado dos valores em aberto, sem sucesso também. Por fim foi protocolada petição junto ao Poder Judiciário local, na pessoa do Dr. Eron Simas, também denunciando a situação.” – Garantiu o Advogado Lauro Magalhães.

A empresa é representada pelo escritório Souza Magalhães, que define o caso como uma ‘tragédia anunciada’. Segundo os advogados, o Prefeito Rafael Diniz, o Secretário e o Subsecretário de Fazenda, já estavam cientes da situação, e mesmo assim se omitiram.

O contrato já havia sido encerrado, sem renovação da prefeitura e sem expectativa de pagamento do valor devido. Para o advogado, o Município já estava ciente de toda a situação, mas mesmo assim não se programou: “A Prefeitura não quita o que deve, mas quer exigir da empresa. O último termo aditivo de contrato cessou em 02/01/2020 e a empresa deu por encerrada a prestação de serviços, mas para a sua surpresa, e falida, toma ciência do Decreto Executivo na data de hoje. A regra da exceção de contrato não cumprido garante à Edcare o direito de se recusar a continuar prestando o serviço. – Finalizou Lauro.




Relacionados

ÚLTIMAS POSTAGENS

error: Conteúdo protegido.