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Ato contra Rafael Diniz tem baixa adesão popular e diminui a força da oposição

A manifestação organizada por opositores ao prefeito Rafael Diniz, diretamente ligada ao ex-governador Anthony Garotinho e aos vereadores cassados na operação Chequinho, parece não ter gerado o resultado e a adesão aguardada pelos organizadores.

A manifestação que foi marcada inicialmente na Praça São Salvador, no Centro de Campos, mudou para o largo da Imprensa, popularmente conhecido como Calçadao de Campos. Pouco mais de 30 pessoas estavam presentes no início do ato, e tiveram o microfone aberto para criticar a atual gestão municipal. Entretanto, não houve críticas que pudessem servir de embasamento para um pedido de impeachment, que só é válido quando há algum crime por parte do governante.

Enquanto a forte chuva atingia o local, manifestantes buscavam abrigo em uma tenda do vereador Cláudio Andrade, que realizou o Gabinete Itinerante no local nesta quinta. Segundo o vereador, aproximadamente 350 pessoas foram atendidas na local, no período de 8h até às 16h. Atividades como auxílio jurídico, medição de glicose, aferição de pressão entre outros serviços foram realizados no local. A atividade foi interrompida pela chuva.

Por volta das 18h, o evento teve um pouco mais de adesão popular, com um número estimado – não oficialmente – perto dos 300 manifestantes, quantidade muito abaixo da esperada pela organização. Em cartazes e banners, era comum ler que ‘Campos vai parar dia 08/03″, e de fato, não foi isso que aconteceu.

O líder do grupo rosáceo, Anthony Garotinho, sequer esteve presente no local. Por diversas vezes ele convidou a população para a manifestação, mas sequer deu um motivo para não comparecer ao evento.

OPINIÃO – O evento que era aguardado com ansiedade pelo grupo rosáceo, de longe não teve o resultado esperado. Não há como negar que a população demonstra sinais de insatisfação com atitudes do poder público municipal, principalmente na área social.  As recentes mudanças realizadas pelo prefeito em sua equipe, deixa claro que talvez nem ele esteja satisfeito com o resultado de algumas áreas  até aqui.

Mas a atitude da população em não aderir o movimento político da oposição deixa claro que há o entendimento geral que as consequências deixadas pelo grupo rosáceo ainda é muito forte, comprometendo completamente a gestão de Rafael Diniz.

Além das consequências, o discurso é fraco e não consegue penetrar em todas as classes sociais. Hoje a informação circula mais rápido do que na década de 70, não adianta pregar algo que facilmente pode ser desmentido. E para completar, antes de pedir um impeachment, o grupo deveria pelo menos apontar condições e saídas para os problemas. Mas atualmente, o que mais demonstram é o discurso “Quanto pior, melhor”.

 

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