O Complexo Logístico Portuário do Açu terá a maior base de apoio offshore do mundo – que tem um investimento de R$ 610 milhões e já deve começar a operar no segundo semestre deste ano. A assinatura do documento que autoriza a operação do Brasil Port – o terminal da Edison Chuest no Açu – foi feita nesta segunda-feira (15) com a presença do governador do Rio Luiz Fernando Pezão (PMDB), e do ministro da Secretaria de Portos da Presidência da República, Helder Barbalho.pela Secretaria Especial dos Portos (SEP).

Segundo a Prumo Logística, a base da Edison Chouest no Porto do Açu terá quinze berços para atracação, além de um estaleiro de reparos navais para suas próprias embarcações. Entre os clientes da Edison Chouest que serão atendidos nesta unidade está a Petrobras, que assinou contrato com a empresa para utilização de seis berços de apoio offshore.

O novo Terminal de Uso Privado (TUP) fica em uma localização considerada estratégica pela proximidade geográfica com os campos petrolíferos mais produtivos do país e por ter bastante espaço para expansão. Assim, os navios que aportarem no futuro terminal vão utilizar o canal de acesso do Porto do Açu. Mas as operações de embarque e desembarque serão feitas diretamente no porto privado que a Brasil Port vai construir no seu futuro terminal.
Segundo Pezão, a localização do porto é estratégica para que o terminal sirva de base de apoio para a indústria de óleo e gás, especialmente na exploração do pré-sal. O investimento chega em uma hora em que as finanças estaduais se encontram em situação delicada. O Rio tem enfrentado dificuldade até para pagar seus servidores. A participação do setor privado, neste caso, é de extrema importância, destacou o governador.
“Sabemos que os governos federal, estaduais e municipais estão com muita dificuldade de recursos, e suas capacidades de investimento estão estranguladas. Temos de ter criatividade de usar o setor privado”, afirmou Pezão.
As obras do TUP devem gerar 1,2 mil empregos, segundo o ministro Helder Barbalho. Com o projeto concluído, em 2017, a previsão é viabilizar mais de 20 mil empregos diretos e indiretos. A expectativa é que o novo terminal movimente e armazene cerca de 609 mil toneladas de carga geral, 27 mil toneladas de granel sólido e 243 mil metros cúbicos de granéis líquidos por ano. O terminal também será destinado a manutenção e reparo de embarcações. O local terá cerca de 575 mil m².
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