Polícia Civil encontra restos mortais de família enterrada há 3 anos

Três ossadas foram encontradas pela Polícia Civil nesta quarta-feira (6). As ossadas estavam enterradas há mais de três anos dentro de uma casa em construção. Eles foram enterrados pelo ex-companheiro de uma das vítimas, o ex-PM Gilnei Pavão, de 68 anos, que cometeu suicídio em dezembro do ano passado e deixou uma carta confessando a ocultação dos cadáveres.

De acordo com a polícia, as investigações apontam que os restos mortais sejam de Maria Rosane Guedes Barbosa, Rodrigo Guedes Barbosa e Germano Guedes Barbosa, mãe e filhos. O ex-PM nega na carta que tenha matado as vítimas.

O caso aconteceu em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio. Ainda de acordo com a polícia, o crime foi descoberto pelo filho do primeiro casamento de Gilnei. O jovem encontrou a carta escrita pelo pai no guarda roupas da casa onde ele morava com a mulher e os dois enteados. Ele apresentou o documento na delegacia.

A delegada responsável pelo caso, diz que “o filho informou que o pai cometeu suicídio antes do Natal. O filho sabia que o pai era casado, mas não mantinha contato com a antiga família. Ele era uma pessoa afastada. O filho foi na casa do pai para arrumar as coisas e encontrou essa carta escrita à mão. Nesse documento ele tenta se isentar da culpa, mas afirma que enterrou os corpos”, explica a delegada.

Na carta, o pai, que morava com a família no bairro Visconde, zona rural da cidade, diz que chegou em casa no dia 10 de março de 2017 e encontrou os corpos amarrados e asfixiados com sacos plásticos na cabeça. Ele alega que passou a noite em claro e decidiu enterrá-los “por não confiar na polícia”. No local, ele desenhou uma cruz e deixou a frase ‘estão aqui’ escrita no chão.

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Segundo a polícia, Gilnei foi expulso da PM pelo crime de homicídio.

O caso está sendo investigado, pois em três anos, não há nenhum registro de desaparecimento da família. Outra hipótese é que ele tenha cometido o crime por questões financeiras e ocultou os corpos.

“A carta diz que os corpos estão ali há três anos. Há marcações indicando os locais. Mas precisamos buscar respostas em algumas questões. Como nenhum vizinho deu falta dessa família? Como ele enterrou todos ali e ninguém desconfiou? Por que não há denúncia do desaparecimento dessas pessoas? Por que as pessoas nunca perguntaram a ele sobre a esposa e os enteados? Qual era sua ocupação?”, questiona a delegada.

Inicialmente o caso foi registrado na 71ª Delegacia de Itaboraí. Após a descoberta dos restos mortais, a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí passaram a investigar o caso.




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