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Plano de retomada de aulas é tema de reuniões em Campos

Que a pandemia do novo Coronavírus tem causado inúmeros danos a sociedade não é novidade. Além de vidas ceifadas pela agressividade da doença, outro ponto que tem chamado muito a atenção das autoridades, além da saúde física é a saúde mental e emocional dos brasileiros, principalmente de crianças e jovens que, de uma hora para outra, tiveram que abandonar seus amigos, encontros e brincadeiras. O afastamento de forma abrupta das salas de aula, inicialmente previsto para 15 dias, já dura quase um ano. O prejuízo didático e social tem sido incalculável, segundo os especialistas. Em Campos, essa semana, autoridades de diversos setores tem se reunido para traçar um plano de retomada gradual das atividades escolares de forma presencial.

O vereador Rogério Matoso (DEM) propôs a criação de um comissão para discutir um caminho que ajude a minimizar esse problema de forma segura e eficiente tanto para professores, quanto para os alunos.

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“Fui procurado por representantes dos professores e também por alguns pais pedindo ajuda para viabilizar alguma solução que minimizasse esses prejuízos emocionais, sociais e didáticos. Propus uma comissão para discutirmos esse assunto e encaminhei ofícios ao Ministério Público, as Secretarias de Saúde e Educação, além de algumas entidades de classe para juntos buscarmos um caminho. Essa semana as discussões já começaram e o prefeito Wladimir Garotinho está muito aberto ao diálogo”, explicou Rogerio.

Na última terça-feira (26) aconteceu a primeira reunião com representantes da Saúde e das escolas particulares, no dia seguinte (27), o Rogério e representantes da Saúde, Educação, se reuniram virtualmente com Ministério Público.

“As Secretarias de Educação e Saúde tem um prazo de 15 dias para apresentar ao MP um plano detalhado de retomada as aulas, com dados e números, que comprovem o prejuízo educacional, e que também ofereça segurança para as famílias, para as crianças e para os professores. A discussão gira em torno de todas as esferas governamentais da educação, ou seja, é um plano para as escolas públicas e particulares”, destacou Matoso.

Dados da Educação – De acordo com o Relatório de Monitoramento Global da Educação (Relatório GEM) de 2020, divulgado no final de junho, 258 milhões de crianças e jovens não tiveram acesso à educação.

Se falta do conteúdo didático traz prejuízo, a presença dele de forma isolada e digital também vem desafiando os pais.

Maria Elisa Carneiro, tem duas filhas em escola particular, uma conclui o ensino médio em 2020 e a outra de 8 anos, passou para o 3º ano do ensino Fundamental.

“A mais velha, tinha inúmeros planos com os amigos para o último ano na escola. A formatura teve que ser on-line, o ensino do último ano todo remoto. A frustração foi enorme. Sabemos da gravidade do problema, temos noção desse terror que é a COVID-19, mas as crianças e adolescentes estão trancados em casa sem convívio social e isso tem provocado outros grandes prejuízos, inclusive na saúde emocional. A minha filha mais nova, sente muita falta dos amigos, chora e quer estar em sala de aula para aprender.

Espero que consigam chegar a um plano seguro pra eles, pra gente é para os professores, para que se restabeleça o conteúdo didático e o emocional desses alunos”, declarou Maria Elisa.




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