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PF prende dois em ação na Fetranspor e na RioCard

A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira novos mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Ponto Final, que investiga o pagamento de propina de empresários de ônibus a políticos do Rio. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) e aceito pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio. Os mandados estão sendo cumpridos na Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) e na RioCard TI, no Centro do Rio. Duas pessoas foram presas em flagrante porque estariam tentando esconder provas e computadores. Os nomes dos dois não foram divulgados.

“Como se vê, surgiram novos elementos que parecem indicar a melhor estruturação dos crimes cometidos no âmbito da mesma Organização Criminosa (ORCRIM) descrita, bem como o intenso auxílio da Fetranspor e RioPar TI para o sucesso do esquema delituoso”, diz a decisão do juiz que determinou a ação.

O MPF pediu a busca e apreensão para encontrar provas que corroborem as que, segundo o órgão, já foram recolhidas quando foi deflagrada a Operação Ponto Final, em julho. A força-tarefa da Lava-Jato no Rio aponta a necessidade de se investigar a fundo a Riopar TI e a Fetranspor. A primeira empresa é incumbida de controlar a bilhetagem eletrônica dos transportes do Rio e é fiscalizada pela segunda, responsável por enviar ordem à instituição bancária para que seja creditado o valor de vale-transporte devido a cada empresa de transporte do Rio nas contas delas.

Segundo os investigadores, a Fetranspor se utilizava do controle sobre os dados de toda a bilhetagem eletrônica do estado para gerenciar a arrecadação de dinheiro nas empresas de ônibus e o repasse de suposta propina aos agentes públicos. Funcionários informaram que existia um banco de dados, no qual seria possível verificar a ocorrência de eventuais discrepâncias entre os repasses. O MPF aponta ainda que os empresários empregavam as verbas dos bilhetes eletrônicos, obrigatoriamente repassadas para a Fetranspor para fomentar o caixa 2 que era usado para pagar as propinas a políticos.

“Ao que tudo indica, se está diante de empresários do setor dos transportes, que supostamente movimentaram, e continuam movimentando, por meio de suas empresas de ônibus e da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), vultosas quantias direcionadas à organização criminosa, com o fito de manter privilégios no referido setor”, escreveu Bretas.

Fonte: O Globo.

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