Campos

Período de defeso marinho e continental ganha novo debate

Foi realizada nesta sexta-feira (20) a segunda reunião visando a readequação no município e região dos períodos dos defesos marinho e continental. O encontro aconteceu na Colônia de Pescadores de Atafona, em São João da Barra, com a participação da superintendência de Aquicultura e Pesca de Campos, ao lado de representantes do segmento pesqueiro regional. O projeto é coordenado pelo superintendente adjunto da pasta, José Armando Barreto, junto ao Ibama. O superintendente José Roberto Pessanha, também compareceu ao evento.

De acordo com o superintendente adjunto, José Armando Barreto, o diálogo é motivado pela necessidade de ajuste das regras atuais do defeso, visando a garantia da reprodução, desenvolvimento e manutenção dos estoques de pescado.

— A intenção é receber da comunidade pesqueira, as demandas relacionadas ao pescado, e manter diálogo voltado à garantia da reprodução das espécies e a sobrevivência da pesca artesanal. O foco está na promoção de desenvolvimento e fortalecimento econômico pelo segmento. Para isso, há necessidade de proteção, permitindo que ela cresça e possa ser capturada no momento ideal, para que a atividade seja viável financeiramente e possa se manter — destacou.

Entre os pontos traçados em debate está o ajuste defeso marinho às mesmas condições do Sul do Espírito Santo — entendido com mesmas características às da região —, passando a acontecer de dezembro a fevereiro. Desta forma, segundo entendimento, seria possível devolver ao segmento a possibilidade de ganho econômico.

Com relação ao defeso continental, o pensamento em comum acordo é pela retroação para o período de início das chuvas, principais responsáveis pelo disparo da procriação dos peixes em rios, lagos e lagoas. Assim, o defeso desta espécie teria início em setembro, podendo se estender até dezembro.

Também estiveram representados neste encontro, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), bem como da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (FIPERJ), Federação de Pesca e Lançamento do Estado do Rio de Janeiro (FEPELERJ), secretaria de Pesca de São João da Barra e entidades da pesca artesanal.

Foi destacado ainda pelo superintendente adjunto, José Armando Barreto, a importância da parceria com universidades, para que possa se fazer o aproveitamento do acervo científico desenvolvido, como base para estas modificações.

A próxima reunião acontecerá em Macaé, no dia 17 de agosto, e a última será organizada no mês seguinte em São Francisco de Itabapoana, com o convite a colônias de pescadores de cidades do Sul do Espírito Santo, visando o avanço do diálogo que vem sendo desenvolvido.

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