Pastor Everaldo também teria exercido influência na área da comunicação do governo Witzel

 Um dos presos por corrupção em operação deflagrada pela Polícia Federal no final de agosto, o Pastor Everaldo, presidente nacional do PSC, não influenciava apenas a Cedae e a Saúde do Estado – áreas em que ele é investigado por desvios. De acordo com informações do “RJ TV”, da Rede Globo, o político também interferia diretamente em contratos de comunicação e publicidade do governo Witzel.
Segundo o telejornal, Everaldo teria favorecido empresas ligadas ao seu partido em contratos de licitação da área de comunicação, que ficava a cargo da Agência Nacional – que, por sua vez, terceirizava os serviços de produção de conteúdo midiático, como peças publicitárias e vídeos.
Em novembro de 2019, a empresa Central do Brasil ganhou um edital no valor de R$ 187 mil para produzir quatro filmes publicitários de 30 segundos para a “Semana de prevenção e promoção da saúde”. A empresa, contudo, pertence a Edilete Valéria Chaves Damasceno, que, junto com o seu marido, Carlos Alberto Donato – que concorreu no mesmo pregão com outra empresa – é dona da Expressão Colateral Edição e Eventos Ltda., que recebeu mais de R$ 1 milhão do diretório do PSC no Rio desde o ano passado.
A única outra empresa que participou do pregão, por sua vez, é a Somma Serviços de Comunicação, responsável pela assessoria de imprensa do PSC e de Wilson Witzel desde seu afastamento do governo e já tendo faturado R$ 136 mil do partido somente no ano passado.
Em abril deste ano, a mesma Somma recebeu R$ 220 mil do governo para produzir peças publicitárias sobre o combate à pandemia do coronavírus.
Procurados pelo telejornal, a assessoria do Pastor Everaldo disse que não comentaria “ilações” e que “confia na Justiça”, tendo “fé de que ele será libertado em breve”. Witzel afirmou que “a comunicação de seu governo sempre foi comandada por técnicos e todas as contratações da área seguiram a legislação.”

A Somma destacou não ter contrato com órgãos públicos, informou que todos os seus clientes são da iniciativa privada e destacou que ainda não recebeu o pagamento.

A Agência Nacional informou nunca ter tido relação com o PSC ou Everaldo. Carlos Donato disse que sua empresa presta serviços pontuais ao PSC, sem contrato fixo.

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