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O que pensa o criador do termo ‘metaverso’ sobre o novo nome do Facebook?

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Em 1992, Neal Stephenson cunhava o termo ‘metaverso’ em seu romance ‘Nevasca’. Quase 30 anos depois, esse mesmo autor se depara com a popularização do conceito graças ao novo nome do Facebook, Meta, empresa que administra as plataformas do Facebook, WhatsApp e o Instagram. Além do visível redirecionamento da empresa rumo à criação de um universo virtual paralelo.

Em uma entrevista recente ao site Axios, Stephenson disse que o anúncio da Meta traz uma sensação de “arrancar um curativo”. Ainda, o autor se disse lisonjeado ao ver o investimento dos leitores para materializar ideias semelhantes ao seu metaverso.

“Quase desde o início do gênero, os escritores de ficção científica ocasionalmente receberam crédito por inspirar invenções da vida real. Então, isso não é novo e não é único. Eu estava ciente desse fato trinta anos atrás, quando escrevi ‘Nevasca’, mas não esperava necessariamente que isso acontecesse”, confessa.

Mas, é fato de que nem toda boa ideia da ficção é trazida à vida no mundo real. Para Stephenson, as ideias precisam ser plausíveis para serem implementadas no nosso dia a dia. Ao que tudo indica, o metaverso passou por esse crivo e segue agora rumo a criação pela Meta (antiga Facebook).

Como nasceu a ideia de um metaverso?

O autor explica que a ideia surgiu ao participar de um projeto de arte que utilizava computação gráfica. Diante das dificuldades, o autor começou a se perguntar como esse tipo de tecnologia 3D se tornaria popular. A resposta, para ele, era o desenvolvimento de algum tipo de produto em massa que fizesse baixar o preço dos equipamentos, tornando-os onipresentes.

Curiosamente, parece com o que estamos vivendo na atualidade. Porém, não com a atuação direta do autor. Ele afirmou durante a entrevista que não se envolveu profundamente em nenhum projeto baseado em seu livro, e isso inclui o que está sendo criado pela Meta.

“O que está realmente sendo construído é fundamentalmente diferente do metaverso do livro em alguns aspectos importantes – particularmente o modelo de receita. O modelo de receita – a forma como os criadores do sistema ganham dinheiro – é mais importante do que qualquer outra coisa porque impulsiona os recursos técnicos”, esclarece.

Perguntado se ele achava que deveria receber algum tipo de compensação pela empresa, Stephenson respondeu que não. “Para obter uma indenização do FB ou de qualquer outra empresa, eu precisaria assinar algum tipo de acordo”, disse, acrescentando que, atualmente, não existe nenhum entre eles.

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