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O namoro de Wladimir com os médicos

O deputado federal Wladimir Garotinho, esteve nesta segunda-feira (26), com representantes do  Hospital Psiquiátrico Dr. João Viana, no Rio de Janeiro. Mais uma vez o deputado cumpriu agenda focando a área da Saúde, que é o onde o governo Rafael mais recebe críticas. No entanto, esse namoro do deputado com a classe médica não é por acaso, basta relembrar o passado de sua família.

Nos quatro mandatos em que seus pais estiveram á frente da Prefeitura de Campos, em todos eles tinham um médico como vice-prefeito. Adilson Sarmet, Arnaldo Vianna e Chicão ocuparam o cargo que hoje é de Conceição Sant’anna. É importante destacar que o fato não é uma preferência isolada da família Garotinho. Nos últimos 40 anos, a maioria dos prefeitos e vices vieram da classe médica. A última gestão que não teve médico nos cargos majoritários, foi a de Carlos Alberto Campista, que teve como vice Toninho Viana. O final dessa gestão todos já sabem.

O motivo da classe médica ter um representante como prefeito ou vice nas últimas gestões, não foi por coincidência. A importância da classe no cenário político do município é muito maior que os interesses de grupos empresariais que financiam campanhas. Independente se fizeram boas gestões ou não, o que a classe médica sempre quis foi o respeito, o que não vem tendo na atual gestão por parte do prefeito e do seu secretário de Fazenda.

Por outro lado, o fator histórico pode explicar o porque Rafael enfrenta uma crise tão acentuada com a classe. A falta de diálogo é algo que nunca havia sido visto, até então. Se o momento é de acalmar os ânimos e seguir uma negociação justa para os dois lados, militantes pró-governo tentam a todo custo colocar gasolina no incêndio, tentando fazer com que a população fique contra os médicos, insinuando que os profissionais fazem corpo mole, mesmo com ‘salário em dia’, ou que ‘ganham R$ 8mil por um plantão’. Até aqui as tentativas surgiram efeito contrário, causando ainda mais indignação por parte da população.

É importante destacar que durante toda a greve, em nenhum momento os médicos pediram aumento. A principal pauta dos grevistas é a falta de condições de trabalho, que é notório para quem precisa utilizar a rede pública de Saúde. Enquanto isso, Rafael faz um acordo onde apenas um dos lados foi a favor. Um pacto onde nem todas as partes são ouvidas, e mesmo assim continua sem cumprir a sua obrigação de pagar o que se deve.

Se Wladimir ‘namora’ com a classe médica, talvez até em busca de um vice para 2020, Rafael tem dificuldades de enfrentar o seu maior adversário, que é o próprio Rafael. A falta de capacidade de negociação e malícia para entender o momento do caos, apenas são reflexos da arrogância que domina o alto escalão do governo, e leva a atual gestão aos mais amargos índices de rejeição que Campos já teve, superando com folga gestões anteriores.

Mas, para quem não tem a humildade de entender que a falta de capacidade em gerir o município é culpa sua, sem culpar outras pessoas e gestões, dificilmente entenderá que vai ficando cada vez mais sem saída.

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