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O candidato do governador Wilson Witzel em Campos

No último ano, muito se quis saber quem seria o candidato do governador Wilson Witzel em Campos. A aposta mais certeira era Wladimir Garotinho, que gozava de grande prestigio com o Pastor Everaldo, presidente nacional do PSC. Além disso, por coincidência do destino, Cleiton Rodrigues, ex-coordenador de campanha de Anthony Garotinho, era chefe de gabinete do governador, o que facilitava a entrada do deputado federal no palácio, tendo a simpatia do governador.

Wladimir não fazia a mínima questão de negar a aproximação com o Witzel. Em entrevista, chegou a dizer que Witzel consultava a sua família e eles ofereciam o que podiam. Na inauguração do Guarus Plaza Shopping, no final de 2019, convocou a sua militância e foi aplaudido, enquanto via Rafael ser vaiado – vale destacar que não só pela militância de Wladimir, mas por populares que estavam no local.

Foi Wladimir que também fez questão de ir para as redes sociais anunciar que havia ‘batido o martelo’ com Edmar Santos, ex-secretário de Saúde, para a vinda do Hospital de Campanha para Campos. Agora Edmar é investigado por corrupção e tem os seus bens bloqueados. Existe suspeita que pelo menos 99,94% dos contratos assinados por ele tiveram indícios de fraudes e mau uso do dinheiro público.

No campo político, muito se dizia também que o vice provável para Wladimir seria Marcelo Mérida, presidente local do PSC, mesmo partido de Bruno Dauaire, que agora em meio ao furacão da corrupção, assume a liderança do governo Witzel para tentar salvar o leite que já foi derramado.

Mas Wladimir é diferenciado. Ele não é como muitos políticos de Campos, inclusive diferente do seu pai, Wladimir sabe o momento de retirar o time de campo, sabe quais são os limites. O antes candidato do governador, agora sabe que é melhor criticar, mas seguindo com o PSC em sua base de apoio e tendo o apoio do Pastor Everaldo e a amizade de Cleiton, o agora ‘supersecretário’ e ‘imperador’ do governo Witzel.

O deputado sabe também que o momento da cidade é imprevisível. Se antes era complicado governar com R$ 2,3 bi, agora com R$ 1,5 bi a situação é caótica. Talvez seja melhor apoiar alguém, lançar um candidato, o famoso ‘poste’, pode ser até do PSC, do partido do governador, não tem problema. Problema teria se tivesse uma mancha em seu nome no futuro, assim como Rafael Diniz terá eternamente. De corajoso – estilo kamikaze – nesse grupo com disposição para assumir bomba prestes a explodir já chega Bruno Dauaire.

Entre um aperto de mão e uma crítica tímida, o bom malandro Wladimir vai ocupando espaço e levando o seu grupo até a convenção. Depois, quando der tempo, decide quem vai apadrinhar a candidatura do grupo.

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