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BLOG DO GUSTAVO MATHEUS

Opinião, artigos e bastidores da política

O baile Fluminense

Há tempo o Estado do Rio é celebrado nas manchetes dos jornais pela total falta de ética, moral e desempenho. Governadores e prefeitos de municípios da capital e demais cidades fluminenses viviam, perdoem-me pelo eufemismo, um mau. momento.

Ao que parece, as coisas têm mudado pouco a pouco, suavizando os traumas e cicatrizes dos cariocas e fluminenses. Mas ainda há muito chão pela frente. O bom desempenho do governador Cláudio Castro e do prefeito Eduardo Paes simbolizam o choque e a sensação de mudança, sobretudo em contraste com o que aqui havia antes.

Cláudio faz um bom trabalho. Porém, anda muito mal acompanhado. Ao que tudo indica, o governador terá que manter, no mínimo, uma distância segura de um aliado “espalha bolinho”, o presidente Jair Bolsonaro. A linha é tênue e política é percepção, avaliada majoritariamente por gestos, seja pra dentro da bolha política como pra fora.

O desafio é manter sua imagem distante do presidente e tentar passar pelo meio, sem tanta exposição. Ou afastará aliados importantes. Um deles pode ser o prefeito Eduardo Paes, que não quer nem saber de Bolsonaro, mas parece estar próximo, tendo conversas, com o governador. Até porque, Castro não terá reeleição. E Paes não esqueceu o Estado, entre outras coisas.

Certo é: poucos são tão imprevisíveis quanto Dudu neste meio, que parece mais próximo de Cláudio que do ex-prefeito Rodrigo Neves e do ex-Psolista Marcelo Freixo.

Neste baile fluminense, enquanto Bolsonaro é moça desdentada e com um bafo de onça, Eduardo é a dama cobiçada, mas o dote pode custar ao governador. Quem sabe um Mourão caro na dança.

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