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Glaidson se aliou a comparsa do narcotraficante Pablo Escobar, diz PF

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Na manhã desta quinta-feira (11), a Polícia Federal (PF) deflagrou em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), a Operação Flyer One – quarta fase da Operação Kryptos que tem como objetivo desarticular organização criminosa responsável por fraudes bilionárias envolvendo criptomoedas, no Brasil e no exterior. Glaidson Acácio dos Santos, o faraó dos bitcoins, que está preso, é novamente um dos alvos.

As investigações apontam que Glaidson se aliou a um comparsa do traficante Pablo Escobar. Juntos, são responsáveis “por fraudes bilionárias” no Brasil e no exterior.

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A PF e MPF cumprem cinco mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, nas cidades de Cabo Frio e do Rio de Janeiro, além da inclusão dos alvos, que estão nos EUA, na difusão vermelha (red notice) da Interpol.

Nesta fase da operação, foram apreendidos 10 veículos de luxo, avaliados em cerca de R$ 6 milhões.

De acordo com a PRF, um dos pilotos responsáveis pelo transporte de drogas do cartel comandado pelo narcotraficante Pablo Escobar saiu do Brasil portando passaporte, em razão de condenação prévia por tráfico internacional de drogas. Nos EUA esse mesmo piloto estruturou o esquema, abrindo uma firma.

Ainda segundo as investigações, o comparsa de Escobar utilizou documentos falsos a fim de que fosse justificada a profusão de depósitos nas contas da empresa criada em solo americano.

Os valores saíam para a conta de Glaidson em depósitos de criptoativos lastreados no dólar americano, também chamados de stablecoins.

Além disso, o comparsa de Escobar foi o responsável por viabilizar a documentação necessária para a entrada dos líderes da organização criminosa nos EUA.

A PF descobriu que esse piloto comprou, no nome da filha, uma aeronave com capacidade para 19 pessoas.

Os investigados dessa operação poderão responder pela prática dos crimes de emissão ilegal de valores mobiliários sem registro prévio, organização criminosa e lavagem de capitais. Se condenados, poderão cumprir pena de até 22 anos de reclusão.

Relembre o histórico

Glaidson Acácio dos Santos, o dono da GAS Consultoria Bitcoin foi preso em agosto de 2021 por crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ele prometia lucros aos clientes que especialistas da área consideram inalcançáveis.

A empresa de Glaidson tinha muitos investidores em Cabo Frio, na Região dos Lagos fluminense, que se tornou um paraíso dos golpes do tipo pirâmide financeira e ganhou até o apelido de Novo Egito.

Houve ainda outros dois mandados de prisão contra ele, sendo um como mandante de um assassinato de investidor em criptomoedas Wesley Pessano, em julho de 2021 em São Pedro da Aldeia e outro pela tentativa do crime.

Em maio deste ano a Polícia Federal indiciou Glaidson por lavagem de dinheiro e ocultação de bens. No mesmo a juíza Juliana Bessa Ferraz Krykhtine, da 4ª Vara Criminal, de Niterói, na Região Metropolitana do Rio emitiu um novo mandado de prisão por estelionato.

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