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MPE Engenharia é uma das beneficiadas em esquema com desembargadores, aponta denúncia

O grupo MPE Engenharia, que atua em Campos com meio de comunicação e no ramo da agricultura, é citado como um dos beneficiados no esquema criminoso formado pelos desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ). O aprofundamento das investigações permitiu identificar que o esquema criminoso, que contou com a participação dos Desembargadores do Trabalho, beneficiou a empresa e outras seis pessoas jurídicas.

Na denúncia, feita pela subprocuradora Geral da República, Lindôra Maria Araújo, os desembargadores Marcos Pinto da Cruz e Fernando Antonio Zorzenon da Silva, receberam entre os anos de 2016 e 2020, em 46 vezes propina da MPE Engenharia que totalizaram R$ 2.667.770,06, com o intuito de conseguir a inclusão da mencionada empresa no plano especial de execução da Justiça Trabalhista.

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No celular apreendido com Marcos Pinto da Cruz foi possível identificar mensagens de WhatsApp trocadas com sua irmã Eduarda Pinto da Cruz, que comprovam que ela o comunicava sobre os pagamentos da MPE ENGENHARIA.

Em Campos, a MPE Engenharia atua fortemente na área da agropecuária, onde investiu cerca de R$ 70 milhões na Usina Sapucaia, onde foi arrendada pela COAGRO onde durante o período em que a MPE engenharia está sendo investigada, foi presidida pelo atual vice-prefeito do município, Frederico Paes.

Em 2015, o grupo MPE foi alvo da operação Lava-Jato. Em 2019, em longo relatório, os técnicos do TCU afirmam que a MPE Engenharia deve ser impedida de participar de licitação da administração pública, tendo em vista que a empresa “burlou efeitos da declaração de inidoneidade” imposta pelo tribunal à MPE Montagens e Projetos Especiais S.A – que faz parte do mesmo grupo econômico –, por meio de “fraude”. Dono de diversas companhias e com quase 30 anos de história no mercado brasileiro, o conglomerado acumula uma série de investigações e recomendações de condenação na Justiça.

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