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Movimento no comércio local cresceu apenas 15% após flexibilização do poder público

O mês de julho começou com uma boa notícia para os comerciários de Campos. A Prefeitura anunciou o retorno do comércio, dentre outras atividades que foram liberadas. No entanto, apesar da grande quantidade de pessoas presentes nas ruas, comerciantes têm reclamado de que as vendas ainda ocorrem de maneira tímida.

De acordo com dados divulgados pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), de forma preliminar, o órgão estimou que o movimento no comércio aumentou apenas 15% depois da flexibilização permitida pelo estágio amarelo do cronograma de avaliação elaborado pela prefeitura em relação ao contágio do Covid-19 no município.




Para o ativista político Leonardo Arueira, o baixo movimento é um reflexo da crise no setor privado e está diretamente ligado a falta de pagamento do poder público municipal aos servidores e aos trabalhadores RPAs, onde em alguns casos, os atrasos chegam até aos seis meses.

— Não há a menor dúvida que o calote por parte do governo Rafael Diniz fez com que a economia local ficasse travada. Falando de forma bem básica, o dinheiro não está circulando na nossa cidade. Hoje quem está recebendo da Prefeitura de Campos são as grandes empresas, que em sua grande maioria, nem da nossa cidade elas são. O dinheiro sai daqui e vai para outras cidades. Com a pandemia o pequeno empresário teve de demitir os funcionários. A cidade de Campos hoje é dominada por desempregados e por pessoas que trabalham e não recebem. Como que o comerciante vai ver dinheiro dessa forma? Os reflexos da irresponsabilidade da gestão do prefeito Rafael Diniz vão ser sentidos na nossa cidade nos próximos anos de forma muito clara -, explicou Arueira.

Ainda segundo Arueira, diferente de outras cidades onde o poder público facilitou a vida dos empresários durante o período da pandemia oferecendo linhas de crédito e auxílios, em Campos o empresário e os trabalhadores foram esquecidos.

— O município vem sim atuando no combate ao covid-19, onde os servidores vão até o seu limite para atender a população. Só que o governo esquece que esses servidores tem família, tem credores, tem compromissos. É uma falta de consideração enorme um trabalhador que arrisca a sua vida e de seus familiares para atender a população na linha de frente no combate ao covid-19, ficarem sabendo no dia de seu pagamento que não vão receber de forma integral. Isso é desrespeito, é um abuso, é não dar valor a quem nesse momento vem sendo o herói de nossas histórias. Isso tudo faz com que a inadimplência aumente no município e o poder de crédito do campista fique cada vez mais escasso -, completou.

Nesta quinta-feira (09) o poder público deve se reunir e analisar se mantém a flexibilização do comércio ou se volta a fechar o comércio de rua em Campos.




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