Mourão diz que governo deveria ter mantido o auxílio emergencial

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O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), disse nesta sexta-feira (16) que o governo deveria ter entendido que a pandemia de Covid-19 não terminaria em dezembro do ano passado e, por isso, mantido o auxílio emergencial, que ficou suspenso até abril.

“A curva da economia, a curva social, que foi a questão das linhas de crédito abertas, do auxílio emergencial que foi pago, ele deveria ter sido prolongado. Tínhamos que ter entendido que a pandemia iria prosseguir, não iria terminar em 31 de dezembro do ano passado para que a gente conseguisse manter essas duas curvas numa situação mais favorável possível”, disse o vice-presidente em entrevista à rádio Gaúcha.

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Reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada em janeiro mostrou que o fim do benefício retirou R$ 32 bilhões mensais da baixa renda. Na época, o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) alegou que não havia dinheiro em caixa para estender o programa.

Sem o recurso, houve um salto na taxa de pobreza extrema do país no começo deste ano. O percentual de pessoas que vivem com menos de R$ 246 por mês passou de 8,5% em novembro para 12,8% em janeiro, segundo cálculo da FGV Social.
Com isso, o contingente total vivendo em situação de pobreza extrema chegou a 27 milhões de brasileiros no início do ano -mais que a população da Austrália.

No ano passado, foram cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300. Para mães chefes de família, os valores eram o dobro. Foram gastos R$ 293 bilhões para atender 67,9 milhões de pessoas.

Uma nova rodada do benefício começou a ser paga em abril, com valores inferiores. São quatro parcelas de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375, a depender do tamanho do núcleo familiar. O governo prevê um gasto de R$ 44 bilhões para atender 45,6 milhões pessoas.

No ano passado, o pagamento fez disparar a popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que se refere ao benefício como “o maior programa social do mundo”.

Mourão também criticou a comunicação do governo durante a pandemia do coronavírus.

“Julgo que tínhamos que ter uma comunicação mais eficiente junto à população como um todo de modo que a população entendesse a gravidade desta doença”, afirmou à radio.

O vice-presidente, porém, se recusou a criticar os maus exemplos dados por Bolsonaro durante a pandemia.

“Sou o vice-presidente do presidente Bolsonaro, então não compete a mim tecer este tipo de crítica, que, para mim, é deslealdade. O que eu tiver que falar a este respeito eu falo intramuros”, afirmou.

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