Campos

Milicianos de jogos de azar do Rio são os principais suspeitos por morte de campistas

Um crime bárbaro contra dois empresários campistas na cidade do Rio de Janeiro, chocou toda a população de Campos na última terça-feira (20). Ericksson Rodrigues Calil e Renato Chagas de Souza Junior foram assassinados cada um com um tiro na nuca e em seguida criminosos incendiaram o veículo das vítimas. O crime com requintes de crueldade chamou à atenção da Polícia que entendeu que não se tratava de um ‘crime comum’.

Ericksson tinha passagem pela polícia por contravenção, associada à jogos de azar. Além disso, o site EC Games, utilizado nas apostas esportivas em Campos, trás uma mensagem de luto desde a última quarta-feira “Estamos em LUTO, porém o SONHO continua!! Vida que segue!”. Por coincidência, EC são as iniciais de Ericksson Calil. Já Renato, segundo um áudio que circula nas redes sociais, seria dono de bancas de jogos de azar em algumas cidades do Norte Fluminense.

Ainda segundo o áudio, o motivo do crime teria sido que um intermediário de Renato na cidade de Itaperuna teria sido preso, e teria contado à Polícia que Renato era o responsável pelas bancas de apostas. Com isso, milicianos da capital teriam ficado apreensivos de que Renato poderia ser preso e também delatar os seus superiores, no caso, os milicianos do Rio. Com isso, milicianos teriam chamado Renato para acertar as contas das bancas de apostas no Rio e armaram uma emboscada na Zona Oeste do Rio, matando a dupla. No entanto, não há nenhuma confirmação oficial por parte da Polícia sobre a versão contida no áudio.

ESTRANHA LIGAÇÃO

No dia 31 de janeiro de 2017, sete homens em dois carros foram detidos em Campos, no cruzamento das avenidas 28 de Março com José Alves de Azevedo, no Centro da cidade. Entre os sete detidos, tratavam-se de três policiais militares do Rio, e um deles seria envolvido com a milícia de Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio. Mesma região onde a dupla campista foi executada.

Esse mesmo miliciano teria sido preso em 2012 em ação que contou com apoio do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (GAECO-RJ) contra a milícia chefiada por um ex-vereador do Rio. Ele foi apontado como responsável por cobrança de taxas de moradores e comerciantes da comunidade.

Entre as explicações variadas que o grupo detido em Campos teria dado à Polícia, uma delas é que eles teriam vindo até Campos receber uma grande quantia de dinheiro. Entretanto, não foi informado de quem e de onde viria esse dinheiro.

O crime desta segunda-feira continua sendo investigado pelo Departamento de Homicídios da Capital. Enquanto isso, o crime ainda é um mistério não revelado.

 

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