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MENSALÃO DO DINIZ: Governo faz pressão e proposta alta por votos de vereadores do G-8

Conforme publicado aqui no ClickCampos, a Prefeitura encaminhará nesta segunda-feira (06) para a Câmara o orçamento de 2020 para ser votada nesta terça-feira. O Natal já passou mas agora o governo vai ás compras. Nos bastidores os agentes políticos próximos ao prefeito Rafael Diniz seguem investindo forte para tentar “quebrar” o G-8 com forte pressão e propostas até mesmo ‘indecentes’.

É importante lembrar que em dezembro, durante uma entrevista, o procurador José Paes Neto ameaçou os vereadores afirmando que quem não votasse a favor dos projetos e do orçamento, perderia cargos no governo. A fala do procurador causou revolta nos vereadores, que votaram contra todos os projetos encaminhados para a Câmara. Na votação do orçamento inclusive, o vereador Igor Pereira utilizou a tribuna da Câmara para relatar que houve tentativa de negociação por parte do governo fazendo propostas inimagináveis, segundo palavras do vereador, que chegou a dizer que nem parecia que o município estava em crise.




Agora, na véspera da votação, o governo partiu para o ataque e tenta seduzir alguns vereadores do G-8. Entre as propostas, estariam a manutenção de cargos, herdar cargos de vereadores que abandonaram o barco e até mesmo contratos para parceiros e financiadores de campanha de vereadores. Uma espécie de “mensalão Rafaelista” para tentar manter os 30% de remanejamento no orçamento de 2020. Reforçando que a Câmara deixou de ser um puxadinho do governo e se tornou um apartamento triplex.

Por outro lado, caso algum vereador do G-8 aceite a pressão e as propostas do governo, ficará claro o motivo da mudança de ideia, já que há 15 dias todos juraram fidelidade ao G-8 e afirmaram que não aprovariam o remanejamento maior que 10% por entenderem que Rafael não teria credibilidade para ter um cheque em branco nas mãos.

Em português claro, se tiver vereador mudando de ideia e aceitando o “mensalão Rafaelista”, irá ter de aguentar o questionamento da opinião pública e entender que a atitude pode comprometer até mesmo a sua reeleição. Ficará claro que aceitou a proposta e vendeu as suas próprias convicções. Já por parte do governo, fica claro o desespero por entender que em ano eleitoral vai ficar engessado pela Câmara sem poder fazer bizarrices com as contas públicas, como comprar planta ornamental por R$ 3,8 milhões.

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