Licitação do IMTT segue com suspeitas de fraude, documentos falsificados e abuso de poder econômico

O novo modelo de transporte público de Campos sequer saiu do papel, mas muita confusão já está acontecendo e deve causar dor de cabeça ao poder público e aos permissionários aprovados e também aos que não foram aprovados no processo licitatório. Acontece que a os 74 permissionários não aprovados denunciam diversas irregularidades durante todo o processo licitatório realizado pelo Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT).

Entre as principais denúncias, a mais grave é o fato da comissão licitatória do IMTT não ter conferido a integridade dos documentos entregues com os documentos originais que os licitantes levaram no dia mas foram dispensados de conferência. O grande problema é que facilmente se pode montar uma cópia de certidão negativa, e ninguém se deu ao trabalho de conferir com o original, segundo os permissionários, o que levanta a suspeita de que documentos falsos possam ter sido inseridos sem que ninguém conferisse.




Para piorar o que já não estava bom, o Edital pedia que os licitantes encaminhassem certidões negativas e certidão de prontuário do DETRAN onde constaria há quanto tempo cada um dos candidatos teria de habilitação D ou E. Acontece que todas as certidões saíram com data errada por um erro do DETRAN, igualando todos como se candidatos com habilitação recente também tivesse a habilitação a mais tempo. Um dos critérios de desempate era o tempo de habilitação D e E.

Outro fator proposto em edital que não foi cumprido foi o curso de direção defensiva. Orientados pelo presidente do IMTT, foi aceito horas dentro de outro curso, onde alguns candidatos não tinham cumprido o total de horas exigidas. O requisito era mais um, dos vários que foram propostos no edital e não foram cumpridos.

Além disso, foram publicadas cinco listagens em Diário Oficial com os nomes dos aprovados. A cada listagem, nomes saíam e outros entravam, o que demonstra que não houve um planejamento e organização no processo.

Segundo a advogada Polianna Lazara, que representa a defesa de alguns inabilitados no processo licitatório, ela só teve acesso ao processo de recurso após dois dias do prazo inicial, somente após uma funcionária do IMTT ouvir do delegado da OAB que caso o processo não fosse fornecido, ele daria voz de prisão a funcionária. A advogada só teve acesso ao processo faltando um dia útil para o sorteio dos licitantes, impossibilitando que os permissionários retirassem todos os documentos necessários em tempo hábil para apresentarem recurso.

A CEREJA DO BOLO
Em reunião na sede da Prefeitura de Campos nesta sexta-feira (12), o presidente do IMTT, Felipe Quintanilha, apresentou o modelo das vans e micro-ônibus que irão rodar no município (FOTO ACIMA). O grande problema é que os veículos, de um certo setor, vão ter a mesma cor adotada pelo prefeito Rafael Diniz em sua campanha para prefeito em 2016, onde a vitória ficou conhecida como “onda verde”. O ato pode ser encarado como abuso de poder político e econômico, podendo gerar a cassação do prefeito.

O mesmo aconteceu com Rosinha Garotinho, quando pintou os postes da cidade da cor rosa. Também aconteceu com um ex-prefeito da Região dos Lagos, cassado por distribuir uniformes escolares com a cor da sua campanha.

Misteriosamente o IMTT segue com a licitação cheia de erros, apressando para que as vans deixem de circular em Campos pelo período de um mês. Mais cedo, aqui no ClickCampos, relembramos que o mesmo aconteceu com o Cheque Cidadão e o Cartão Cidadão, que inicialmente foram suspensos por um prazo curto e até hoje não foram retomados.

- Anúncios -
- Anúncios -

MAIS LIDAS

error: Conteúdo protegido.