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Lewandowski vota para permitir a Copa América, mas exige plano contra Covid

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski votou pela realização da Copa América no Brasil, mas exigiu que o governo apresente, “no prazo de até 24 horas antes do início dos jogos”, um plano de segurança para evitar que o evento contribua para o avanço da Covid-19 no país.

Lewandowski é o relator de ação apresentada pelo PT em que o partido pede a suspensão do evento. Foi o primeiro a apresentar o voto. O julgamento, no plenário virtual, termina às 23h59 desta quinta (10).

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O magistrado acatou parcialmente o pedido. Em seu voto, ele ressalta a rapidez com que a decisão de que o Brasil receberá o torneio foi tomada pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

“O anúncio, que poderia ser motivo de júbilo e comemoração, acabou causando compreensível perplexidade em diversos setores da sociedade brasileira, seja porque foi feito de inopino, já que tornado público a menos de 15 dias do início do evento, seja porque o Brasil ainda enfrenta uma grave crise epidemiológica decorrente do surto da Covid – 19, a qual, no curto espaço de pouco mais de um ano, já causou cerca de 474 mil vitimas fatais”, afirma Lewandowski.

Ele escreve que “salta à vista que a decisão de realizar a Copa América 2021 no Brasil foi tomada pelo governo federal” e pelos estados que vão receber as partidas “em um prazo extremamente curto”, ou seja, a poucas semanas de sua inauguração.

Bolsonaro fez a anúncio no dia 1º de junho, depois que Colômbia e Argentina recusaram o torneio. Os jogos começam no domingo (13).

Houve pressa “mesmo diante do risco de enfrentar-se, proximamente, uma terceira onda da pandemia no mundo, com a perspectiva de seu agravamento no país”, segue o magistrado.
Ao que tudo indica, afirma ainda, “a decisão não se baseou, como deveria, em estudos prévios e nem em consultas aos demais atores nacionais ou mesmo internacionais envolvidos no combate à doença, a exemplo da Organização Mundial de Saúde”.

A maneira repentina como A Copa América foi anunciada revelaria, portanto, “ao menos num primeiro olhar, que a decisão foi levada a efeito sem o necessário amparo em evidências técnicas, científicas e estratégicas”.

Daí a necessidade de se exigir que o governo Bolsonaro apresente um plano.

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