fbpx

#SigaOCLICK

Legado de 6.500 leitos de UTI é visto como conquista que ficou abaixo do esperado por estados

MAIS LIDAS

GUILHERME SETO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Anunciada pelo ministro Marcelo Queiroga (Saúde) na última quinta-feira (30), a manutenção de 6.500 dos cerca de 11 mil leitos de UTI criados na pandemia foi vista pelos estados como conquista para o Sistema Único de Saúde, mas que, enquanto legado, ficou aquém do que poderia.

Com a disseminação da ômicron e da influenza e a liberação de cirurgias eletivas que estavam represadas, os secretários de Saúde temem aumento expressivo da demanda nos próximos meses, quando leitos estarão sendo fechados.

- Advertisement -

João Azevêdo (Cidadania), governador da Paraíba, diz que terá que tirar recursos de outras áreas para manter os leitos. “Conseguimos zerar a fila de cirurgias eletivas de 12.200 pessoas, que esperavam há anos. Temos que manter o programa vivo”, afirma.

Os secretários de Saúde buscavam investimento de até R$ 5 bilhões para 5.000 leitos -a conta definitiva ficou em R$ 2,6 bilhões para 6.500 leitos.

“Conquista importante para o SUS, uma vez que há déficit histórico de leitos de UTI”, diz Carlos Lula, presidente do Conass, conselho dos secretários de Saúde.

Ele diz, no entanto, que o financiamento preocupa, pois o custo do leito por dia é de R$ 2.500, e o ministério pagou R$ 1.600 na pandemia. Agora o valor ficará em R$ 600.

“Era esperado um esforço nesse sentido. Infelizmente, mais uma vez, a prioridade do país não parece ser a saúde pública. Com mais R$ 2 ou R$ 3 bilhões, conseguiríamos avançar nesse sentido. Mas a prioridade alocativa parece ser sempre outra. O SUS na discussão orçamentaria está eternamente à espera de um recurso que nunca vem”, completa.
Nésio Fernandes, secretário de Saúde do Espírito Santo, afirma que “a ampliação reconhece e legitima a decisão dos governadores de ampliarem a rede hospitalar do SUS. Não foi uma ‘gripezinha’, foram milhares de vidas salvas nos leitos que ampliamos no SUS.”

Com a incorporação dos 6.500 leitos, diz, “agora precisamos de novos passos para ampliar o financiamento destes e de toda rede de leitos Covid que permanece instalada, em funcionamento e salvando vidas.”
Ele afirma que a manutenção dos leitos só foi possível devido a empenho da secretaria-executiva do Ministério da Saúde e dos conselhos dos secretários estaduais de Saúde (Conass) e dos secretários municipais da área (Conasems).

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Mais notícias