Destaque

Justiça aceita denúncia de vereador de Campos contra Anthony Garotinho

A coleção de processos em que o ex-governador Anthony Garotinho responde parece que não vai parar e aumentar. Um processo de calúnia oriundo de uma notícia crime feita pelo vereador Jorginho Virgilio (PRP) no fim de novembro do ano passado, a ação está no Juizado Especial Criminal (Jecrim), que repassou ao Ministério Público Estadual (MPRJ) para dar o seu parecer. O vereador quer que Garotinho prove a acusação de que vereadores recebem “propina” do poder público.

Quando saiu da prisão domiciliar, no dia 27 de novembro, após condenação de 9 anos e 11 meses de prisão na Chequinho, que revelou o “escandaloso esquema” de troca de votos por Cheque Cidadão na última eleição municipal, Garotinho fez um discurso em frente à “casinha da Lapa” e atacou o grupo político do prefeito Rafael Diniz (PPS), inclusive os vereadores. “Todo mundo sabe, hoje, onde funciona o bar da propina, onde todo mês os vereadores vão lá receber, além de tudo que já ganham, uma quantia em dinheiro, cada um”, disse o réu na ocasião diante de militantes.

Ao tomar conhecimento da acusação, o vereador Jorginho logo tomou providências e fez uma queixa na 134ª Delegacia do Centro de Campos. A informação passada à equipe do vereador pelo inspetor que estava responsável no caso é que o casal Garotinho rejeitou a intimação da Polícia Civil por duas vezes e, por isso, o caso foi para o JECRIM.

O advogado do vereador, Vinícius Arêas, relatou que ainda não há nenhum parecer da promotoria. Ainda segundo ele, a ação está nas mãos do Ministério Público após a Justiça aceitar a denúncia e gerar o processo. Por estar na fase inicial, ainda não há nenhum parecer do MP e nem do juiz responsável pelo caso que é Geraldo da Silva Batista Junior. Segundo o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), o caso chegou nas mãos do magistrado dia 31 de janeiro.

— No fim de novembro do ano passado estive na delegacia para fazer uma notícia crime, que agora já virou processo. Quem não deve, não teme. Tenho não só a minha consciência limpa. Diferente de quem falou e que tem muito a temer. Não podemos mais permitir este modus operandi que infelizmente marca a trajetória política de Garotinho. Acha que vai agredir as pessoas, suas famílias e até a vida pessoal dos outros e não vai dar em nada. Eu nunca ficaria inerte a uma coisa que não participo. Se ele não conseguir provar o que disse, espero que ele cumpra o que a Justiça determinar. Que sirva de exemplo —, destacou o vereador Jorginho.

Comente com o seu Facebook

To Top
error: Conteúdo protegido.