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Jovem é morta a facadas por vaga de emprego

Uma jovem de 24 anos, identificada como Érica Oliveira da Silva, foi morta a facadas pela vizinha, na noite deste sábado, em Santos, no litoral de São Paulo. Segundo a irmã de Érica, a suspeita de cometer o crime queria a vaga de emprego da vítima, e há dias as duas discutiam sobre o assunto. A suspeita, de 27 anos, que já foi identificada pela polícia, também feriu as duas irmãs da mulher. No dia do assassinato, Érica estava comemorando oito meses de casada.

Na noite do crime, Érica e mais três irmãs estavam voltando para casa quando a suspeita provocou a vítima. Durante a discussão, o pai, o irmão e o marido dela saíram para ajudá-la. Uma das irmãs de Érica contou que o pai da agressora segurou a Érica para que ela ficasse imóvel enquanto a filha a esfaqueava. Além disso, a faca teria sido entregue à suspeita pelo próprio marido. As informações foram divulgadas pela TV Tribuna, afiliada da Rede Globo.

Uma das irmãs, a única que não ficou ferida, solicitou socorro, mas, de acordo com ela, a ambulância demorou a chegar. Os pais das vítimas decidiram não esperar e acabaram levando as meninas para o Pronto Socorro de carro.

Érica deu entrada no Pronto Atendimento já sem vida. As outras duas irmãs foram transferidas para o Hospital Santo Amaro em estado grave. Uma delas passou por uma cirurgia e está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com ferimentos no pulmão e no intestino.

A polícia informou que a suspeita fugiu do local do crime e não foi mais vista. Ainda segundo informações da TV Tribuna, os parentes da agressora foram até a delegacia prestar depoimento sobre o caso, mas acabaram liberados.

Em contato com  Secretaria de Segurança de São Paulo, foi confirmado a morte da jovem por esfaqueamento, mas não deu detalhes sobre a motivação do crime. Segundo as informações, a Polícia Militar foi acionada pelo COPOM (Centro de Operações da Polícia Militar) e quando chegou para a ocorrência duas viaturas já estavam no local. As vítimas já tinham sido socorridas para o Hospital Santo Amaro, no Guarujá, e os policiais foram informados pelo pai de Érica que ela havia falecido.

Ainda segundo a apuração, as irmãs da vítima eram estudantes de 22 e 29 anos. A suspeita fugiu do local e testemunhas foram ouvidas. Não há confirmação do envolvimento dos familiares da suspeita no crime e nem se eles prestaram depoimento. A perícia foi acionada ao local e o caso foi registrado como homicídio qualificado consumado e tentado na Delegacia Seccional de Santos.

Jovens já tinham morado juntas

Érica era formada em Administração de Empresas. Ela trabalhava em uma pedreira há quatro anos e fazia questão de contar como estava feliz com o emprego. A jovem era casada há oito meses e fazia muitos planos com o marido.

Um familiar da vítima, que não quis se identificar, contou ao jornal A Tribuna que a jovem estava muito feliz com o processo de finalização das obras na casa onde iria viver com o marido. “Ela falava para todo mundo que, assim que terminasse todas a contrução, ia se dedicar a comprar um carro. Depois disso, a meta era se tornar mãe. Ter uma família era o grande sonho da vida dela”, conta. “Ela era sonhadora. Amava viajar. Dizia que queria conhecer o mundo todo viajando. Infelizmente, isso não vai acontecer”, completou.

O jornal ainda revelou que a agressora e a vítima moraram juntas por um tempo na infância. Moradores de Monte Cabrão, onde as duas sempre residiram, contaram que aos 12 anos a suspeita foi expulsa de casa pela mãe. A família de Érica teria abrigado a menina, que não tinha para onde ir.

Elas teriam morado juntas por cerca de 11 meses e acabaram virando amigas. No entanto, com o passar do tempo, Érica começou a perceber atitudes invejosas por parte da agressora e, segundo seus parentes, decidiu se afastar, dando início aos problemas.

Érica foi velada durante a manhã e o início da tarde deste domingo. O sepultamento ocorreu no fim da tarde do mesmo dia.

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