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Jornalistas angolanos sofrem tentativa de linchamento em Luanda

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Jornalistas dos canais angolanos TV Zimbo e TV Palanca sofreram hoje uma tentativa de linchamento quando reportavam incidentes ocorridos em Luanda, onde decorre uma paralisação de taxistas.

Em declarações à agência de notícias Lusa, Telmo Gama, da TV Zimbo, explicou que se encontrava com um colega, repórter de imagem, em Benfica (arredores de Luanda), para acompanhar os tumultos desta manhã, que resultaram em atos de vandalismo e destruição da sede local do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, partido no poder).

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“Quando nos aproximámos do local para filmar, alguns indivíduos tentaram nos retirar à força, mas um outro grupo solidarizou-se e tentou escoltar-nos até à esquadra”, disse o jornalista.

Telmo Gama ressaltou que o momento de maior apreensão aconteceu quando ouviu alguém gritar “não atira combustível”.

“Nesse momento, percebi que algumas gotas de líquido que tinham me atingido e que pensei que eram de água eram combustível e tentei sair imediatamente no local”, contou.

Em Luanda, são frequentes os casos de criminosos ou suspeitos de crimes apanhados pela população que são queimados vivos.

O jornalista da Zimbo adiantou que não conseguiu identificar os agressores, mas indicou que “não são taxistas”, o que lhe foi confirmado também pela polícia.

“Presume-se um aproveitamento da situação para praticar atos de vandalismo e destruição de bens públicos”, sublinhou, acrescentando que “as pessoas estavam com os nervos à flor da pele”.

Na esquadra para onde se dirigiu a equipe da TV Zimbo encontravam-se já colegas da Palanca TV que foram também vítimas de ameaças e tentativa de linchamento.

Um dos jornalistas que integrava a equipe de quatro profissionais deste canal angolano descreveu ao Correio da Kianda que foram “verbal e fisicamente agredidos e quase queimados”, acrescentando que terá sido graças à intervenção policial que o pior não aconteceu.

Entretanto, o coordenador de conteúdos da Comissão de Gestão da TV Zimbo, Amílcar Xavier, já repudiou o “ato de intolerância”.

“Somos apenas mediadores do espaço público. Estamos apenas a exercer o nobre papel que é o de servir a causa pública”, disse à Lusa, sublinhando que estes atos devem ser condenados por toda a sociedade.

A Polícia de Luanda anunciou que foram já detidas 17 pessoas supostamente envolvidas em atos de vandalismo, no distrito urbano de Benfica.

 

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