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“Já tivemos um Garotinho. Tudo o que não queremos agora é um garotão”, diz Crivella sobre Witzel

O prefeito Marcelo Crivella partiu para o ataque na tarde desta sexta-feira após ser criticado pelo governador Wilson Witzel, que afirmou que o alcaide fez uma “lambança” ao censurar um livro com beijo gay entre dois personagens na Bienal do Livro. Em evento, Crivella mencionou o rompimento entre Witzel e o senador Flávio Bolsonaro — que determinou que o PSL deixe o governo — para alfinetar o chefe do Palácio Guanabara, que, segundo Crivella, estaria “querendo aparecer” por ter a intenção de se candidatar à Presidência da República.

— Não houve censura. Apenas mandei recolher o material para que fosse disponibilizado em lacres como determina o ECA ( Estatuto da Criança e do Adolescente ) — disse Crivella que, em seguida, continou:

— Witzel decidiu antecipar a campanha ( presidencial ), e isso pode prejudicar o Rio no Regime de Recuperação Fiscal com a União. Já tivemos um Garotinho. Tudo o que não queremos agora é um garotão — disse Crivella, citando o ex-governador Anthony Garotinho e fazendo alusão a um período em que não havia diálogo entre os governos federal e estadual.

A declaração confirma um afastamento entre Witzel e Crivella, que chegaram a se aproximar nos últimos meses. O governador Wilson Witzel chegou até a cogitar apoiar a reeleição de Marcelo Crivella à prefeitura do Rio, mas depois também se aproximou do ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) por intermédio do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM).

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