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Iabas diz que vai ficar ‘feliz’ se obras de hospitais de campanha do RJ forem paralisadas

Em uma nota oficial, os responsáveis pelo Iabas afirmaram nesta sexta-feira (22) que “muito sinceramente estaremos felizes em paralisar nossas operações” dos hospitais de campanha para que a organização social foi contratada. As obras de seis das sete unidades do governo do RJ estão quase um mês atrasadas — somente o do Maracanã está operando, e uma ala foi “inaugurada” nesta sexta.

Nesta quinta (21), em entrevista ao RJ2, o secretário estadual de Saúde, Fernando Ferry, afirmou que alguns desses hospitais podem não ser entregues. O governo Witzel já pagou um terço do valor acertado com o Iabas.




“A gente está vendo que, gradativamente, está diminuindo o número de casos. Isso faz parte da epidemia. Se a gente perceber que isso vai continuar, a gente vai deixar de construir as unidades, e o valor será devolvido para o Erário”, disse Ferry.

Desse montante — e antes de ter recebido o primeiro leito dos sete hospitais contratados —, o estado já tinha adiantado R$ 256 milhões, em três levas:

  1. Uma de R$ 60 milhões, paga em duas vezes, nos dias 13 e 15 de abril, sem especificação de onde seria o usado o dinheiro;
  2. Uma de R$ 68 milhões, para pagar respiradores e finalização da montagem dos hospitais;
  3. E outra parcela, no valor de R$ 128,5 milhões.

‘Deus queira’

Na nota, o Iabas afirma que seu principal objetivo “é salvar vidas”.

“Caso as curvas de incidência de Covid-19 venham determinar a possibilidade técnica da descontinuidade da implantação dessas unidades, afirmamos, muito sinceramente, que estaremos felizes em paralisar nossas operações”, escreveu.

O instituto se justifica, citando “o término do risco de colapso da rede pública hospitalar como consequência do encerramento da doença no estado, o que todos almejamos”.

“Nessas condições, e Deus queria que seja assim, asseguramos que estaremos disponíveis para encontrar uma solução que atenda os interesses do Iabas e também os interesses do Estado do RJ”, encerrou.

Fonte: G1




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