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Fornecedora de combustíveis da Prefeitura tem sócio que ganhou 320 vezes na Loteria entre outras curiosidades

Quem tem o hábito de conferir diariamente o Portal da Transparência de Campos, com toda certeza já notou a constante presença do nome da empresa TRIVALE nos pagamentos mensais da Prefeitura de Campos. Enquanto RPAs e DAS acompanham todo o imbróglio do atraso no pagamento do mês de agosto, até aqui a empresa de Uberlândia não teve nenhum atraso nos seus vencimentos durante os últimos meses. Segundo nota da Prefeitura, o contrato consiste na prestação de serviços de fornecimento de combustíveis. Por coincidência é a mesma empresa que fornecia os cartões do Cheque Cidadão.

Mas o que chama a atenção nessa história é o histórico da empresa e de seus sócios. Em 2011, o Ministério Público Federal, em Minas Gerais, denunciou Egton, Fábio José e Cláudio Roberto Pajaro pelo crime de lavagem de dinheiro. A suspeita é que eles tenham fraudado a loteria para lavar dinheiro. Entre 1996 e 2003, os irmãos Pajaro ganharam na loteria 320 vezes. Por sinal, Egton Pajaro foi citado na CPI dos Bingos na Câmara Federal. Ele possuía extrema ligação com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.




A empresa teve o seu nome amplamente divulgado quando teve um contrato ‘estranho’ com a ALERJ. A suspeita de superfaturamento foi parar no Ministério Público, que investiga o caso até hoje.  Em 2012, em outro episódio que ganhou a imprensa nacional, a TRIVALE foi investigada por supostamente superfaturar um contrato de R$ 120 milhões com a Polícia Militar de São Paulo.

Em junho deste ano, a sede da empresa foi alvo de busca e apreensão em Uberlândia. O motivo seria supostas fraudes no abastecimento de veículos na cidade de Poconé (MT). No mesmo mês, em uma outra investigação, o TCM da Bahia começou a investigar o prefeito da cidade de Dom Basílio por contrato irregular com a empresa Trivale. O processo segue tramitando na justiça.

Em Campos a história não é muito diferente. A empresa fornecia os cartões magnéticos do Cheque Cidadão, e já teve seus pagamentos contestados por jornalistas e blogueiros entre os anos de 2012 e 2016.

Fonte: O Globo.

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