Campos

FME e Educação se unem para combater a obesidade infantil

De acordo com o levantamento realizado pela Coordenação do Programa Saúde na Escola (PSE) — vinculada às secretarias de Educação, Cultura e Esportes e de Saúde — cerca de 10% dos alunos das unidades de ensino da rede municipal em 2017 apresentaram um quadro de sobrepeso e obesidade. Para melhorar esse quadro, a coordenadora do PSE, Catia Mello, se reuniu com o presidente da Fundação Municipal de Esportes (FME), Raphael Thuin, nesta quarta-feira (7), para lançar o Projeto Piloto de Combate à Obesidade Infantil. Inicialmente, as atividades esportivas serão realizadas na sede da Fundação, no contraturno dos alunos matriculados na rede municipal de ensino, já a partir do primeiro semestre de 2018.

— O PSE recebe recursos federais e, especificamente, uma verba exclusiva foi destinada para trabalhar o “Enfrentamento à Obesidade Infantil”. O trabalho de incentivo ao esporte voltado para os alunos da rede municipal ocorrerá em concomitância com ações de Educação Alimentar e Nutricional e Orientação Psicológica em grupo, dando enfoque à autoestima e questões relacionadas à ansiedade através da nutricionista e psicóloga da Equipe Exclusiva do PSE. Além disso, serão realizadas palestras e atividades em grupos com os familiares nesta abordagem. A proposta é ampliar esse projeto para mais unidades escolares — disse a coordenadora do PSE, Catia.

O presidente da FME abraçou a ideia de imediato e ressaltou que o esporte é uma ferramenta primordial para combater a obesidade infantil de forma agradável e educativa.

— Como esportista e campeão do mundo por quatro vezes na natação, sei da importância do esporte na formação da criança. Comecei na natação aos seis anos e com muita dedicação, comprometimento, respeito e disciplina, consegui conquistar o pódio de campeão brasileiro e do mundo. Por acreditar no esporte, tenho esse compromisso com as crianças de minha cidade. E nada melhor do que unir o esporte e a educação, nesta luta de combate a obesidade infantil — conta Thuin.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 12% a 17% das crianças brasileiras com idade entre 5 a 9 anos são obesas. Outro dado assustador é de que 74% delas vão apresentar hipertensão arterial na vida adulta. O órgão pontua que problema da obesidade infantil não se limita às grandes metrópoles que exigem dos pais modernos pressa e praticidade no cumprimento das tarefas cotidianas. Comunidades rurais também enfrentam as mesmas dificuldades, que estão relacionadas a uma profunda mudança no estilo de vida.

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