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Farra dos auxilios na ALERJ tem João Peixoto como líder de gastos

O deputado estadual João Peixoto (DC), de fato parece não se importar muito com a política de austeridade com os gastos públicos que o país enfrenta. O político campista lidera o triste ranking da farra do auxílio-educação oferecido pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ).

Em declaração no Portal da Transparência da ALERJ, João oferece 59 auxilíos para 37 funcionários, o recordista do Legislativo fluminense. A farra dos auxílios gerou um custo de R$ 170 milhões de 2015 a maio deste ano.

Apenas no mês de fevereiro deste ano, os funcionários do gabinete do parlamentar campista receberam R$ 70 mil em auxílio educação. Se a conta foi repetida durante os 45 meses de mandato do parlamentar até aqui, o estado do Rio desembolsou R$ 3,15 milhões com as nomeações de Peixoto. Com esse valor, seria possível bancar quase todas as 6.818 bolsas auxílio da UERJ. O estado gasta R$ 3,3 milhões com os bolsistas.

O custo com auxílio-educação para funcionários de João Peixoto é tão alto, que daria para ter mantido o funcionamento da UENF em 2016, onde a Instituição teve o atraso na verba emergencial de R$ 3 milhões que seria destinada pelo governo do Estado.

FARRA ANTIGA
No entanto, a farra do auxílio-educação não é novidade na carreira política de João Peixoto. Em 2008, o parlamentar escapou de perder o mandato após ter 44 votos a favor e 15 contrários á sua cassação. O motivo era a participação de João no escândalo do auxílio educação. Na ocasião, entre os casos que chamaram a atenção do Conselho de Ética da ALERJ, está o de uma assessora do deputado que tinha sete dependentes e residente no bairro da Vila Isabel, na zona norte do Rio. A funcionária matriculou os filhos numa escola em Vila Kennedy, zona oeste, a 30 km de distância, o que chamou a atenção de todos e levantou a suspeita de funcionária fantasma.

Na época, a suposta quadrilha foi descoberta por uma investigação da Polícia Civil do Rio. Segundo a polícia, o grupo colhia assinatura de pessoas pobres, normalmente mulheres com muitos filhos, com o pretexto de inscrevê-las no Bolsa Família. De posse das informações, o grupo nomeava essas pessoas como funcionárias da Alerj e embolsava o dinheiro do auxílio-educação pago aos falsos funcionários. Duas deputadas chegaram a perder os mandatos por isso.

TÁ NA MIRA
O parlamentar volta a ser alvo dos órgãos fiscalizadores, já que no mês de agosto João foi delatado pelo ex-operador de Sérgio Cabral, o senhor Carlos Miranda que disse ter entregue R$ 1 milhão em propina para o político campista apoiar Marco Antônio Cabral e Luiz Fernando Pezão nas eleições de 2014.

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