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Excesso de marketing e falta de ações marcam os primeiros 100 dias de governo Wladimir

O governo de Wladimir Garotinho chega ao seu 100° dia de gestão sem nenhuma marca que de fato tenha surtido efeito na vida da população campista. Até aqui, a gestão que assumiu no dia 1 de janeiro vem se debatendo e cambaleando para honrar com as necessidades mínimas, e serviços básicos estão comprometidos de forma que não ficaram antes. Eleito com o discurso de ter ao seu lado 114 técnicos, Wladimir até aqui apenas atesta o que o ex-prefeito, Rafael Diniz, sempre falava para justificar os seus erros: ‘não existe dinheiro’. Se quiser governar, tem que trazer dinheiro novo. Mas até aqui o que se viu foram poucas ações nesse rumo, mas em contrapartida, muito marketing e muitas postagens no instagram que mostram uma “Campos dos sonhos”;

Na área da Saúde, que é o calcanhar de Aquiles do governo e seria o seu carro chefe sendo capitaneada pelo seu vice Frederico Paes, ex-diretor do Hospital Plantadores de Cana, nada mudou. O caos continua de maneira generalizada e em alguns setores ainda ficou pior. O Hospital Geral de Guarus quase foi fechado, sequer teve o seu teto reformado. Quem precisa de atendimento no HGG coloca a vida em risco, mas a alternativa oferecida pelos “114 técnicos que auxiliaram o plano de governo de Wladimir” foi fechar o HGG. Com o avanço da COVID-19 a ideia foi prontamente descartada por não ter o mínimo cabimento. Já os PU’s da Saldanha Marinho e Guarus são apenas enfeites e cabides de emprego. Não funcionam a maior parte do tempo, deixando a populaça a mercê. Até aqui nenhuma saída foi apontada.

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O Hospital São José, o maior polo de atendimento médico da Baixada, aos finais de semana na maioria das vezes não tem médico para atender a população. Não são poucos os casos de pacientes que foram até o local e receberam o aviso na porta de que não haviam profissionais na unidade.

É importante entender que a covid já existia em 2020 e a crise financeira era a mesma. E olha que Wladimir recebeu mais de R$ 60 milhões do governo estadual para administrar a Saúde nesse início de gestão. Como o valor foi gasto não se sabe, já que a atual gestão ainda não atualizou o Portal da Transparência em 2021 na área de gastos com covid.

Enquanto o município tem pessoas morrendo na fila por leitos, a Vital recebe rigorosamente em dia os seus R$ 4 milhões para capinar as ruas. E por sinal, Wladimir se orgulha e faz questão de dar publicidade ao serviço da empresa, sempre publicando em seus stories no Instagram. É o município que mais capina no Brasil. Cada capinada é um evento. Nos primeiros 100 dias só faltou Wladimir fazer inauguração de capina de rua, já que foi a única ação amplamente divulgada pelo governo.

As principais marcas do governo Wladimir nos primeiros sem dias, sem dúvidas ficam no marketing e na falta de planejamento. Um governo que em momento algum age, mas sempre reage. É uma gestão que espera a faísca virar incêndio para depois apagar. No combate a covid-19, o município de Campos é um ótimo exemplo do que não deve ser feito por agentes públicos. Em 100 dias, quase 30 foram com a economia parada em virtude de seguidos lockdowns que não demonstraram nenhum planejamento. Em janeiro, o prefeito decretou um lockdown de 7 dias. São poucos os estudos que apontam que um lockdown parcial de 7 dias pode surtir algum efeito. Agora em março, 3 semanas de lockdown onde a aglomeração aumentou.

Após a pressão de empresários, Wladimir cedeu e anunciou a reabertura do comércio com uma semana de antecedência, o que demonstra mais uma vez a falta de planejamento. Como um prefeito libera o comércio com 7 dias de antecedência? Wladimir não sabe se na segunda-feira os números da covid-19 no munícipio estarão maiores do que na semana anterior. A bagunça é tão grande que nem o secretário de Saúde quer botar o seu nome nos holofotes.

Já na Câmara, Wladimir tratou de dar prioridade a um projeto familiar. Na segunda sessão do ano, a base de apoio ao prefeito colocou em votação a revogação da sessão que anulou as contas de Rosinha Garotinho, mãe do prefeito. Em resumo, a prioridade da Câmara de Campos até aqui, foi limpar o nome de Rosinha para que ela possa, numa tentativa alucinada, ser candidata a algum cargo eletivo em 2022.

Nos 100 dias de governo, Wladimir mostra que sabe como ninguém maquiar uma tragédia. Se tem Lockdown, não importa, deixa as vacinas na geladeira durante três dias. Quem esperou até agora pode esperar mais um pouco. Se a cidade está um caos, com ameaça de 15 mil demissões – segundo dados da CDL -, também não tem problema, é só inaugurar um totem na entrada da cidade dizendo que ama Campos, mas é importante que o coração seja azul, com a cor do seu partido. Se Wladimir recebe críticas, ataca e tenta associar as críticas a outros grupos políticos.

Em resumo, até aqui o governo Wladimir é uma gestão Diniz piorada, mas que sabe capinar rua e nomear gerente de eventos em pleno lockdown e fiscal de poda. Enquanto isso a população sofre os reflexos da irresponsabilidade de quem só pensa em governar através das redes sociais e esquece das dificuldades de quem sofre os reflexos da falta de uma política pública social responsável.

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