A Polícia Civil , com o apoio do Departamento Geral de Polícia do Interior (DGPI) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, deflagrou deflagra na manhã desta sexta-feira, a operação “Amicus Curiae”. O objetivo é desarticular uma quadrilha que fraudava licitações no município de São Fidélis, no Norte fluminense. Estão sendo cumpridos mandados de prisão preventiva contra Marcos Antônio de Magalhães Gonçalves, conhecido como “Marcão”, que é ex-presidente da Câmara Municipal de São Fidélis; Michel Ângelo Machado de Freitas, ex-presidente da Câmara Municipal de Itaocara, e Aldimar Oliveira da Cunha, vulgo “Caju”, presidente do Instituto de Previdência de Itaocara (Itaprev).

A ação também visa cumprir 11 mandados de busca e apreensão nas residências de empresários, de servidores da Câmara e no interior da Câmara Municipal de São Fidélis. A quadrilha, segundo a polícia, desviou mais de R$ 320 mil dos cofres da Câmara Municipal de São Fidélis.

Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que, entre o segundo semestre do ano de 2007 e o final do ano de 2011, os indiciados se associaram para saquear os cofres da Câmara Municipal de São Fidélis. No comando da grupo, segundo a polícia, estão os investigados Marcos Antônio e Michel. O primeiro era presidente da Câmara Municipal de São Fidélis quando ocorreram as fraudes, e o segundo era vereador da Câmara de Itaocara, atuando também na Câmara de São Fidélis, onde prestava serviços contábeis e operando os crimes arquitetados por ele e “Marcão”.

Além desse grupo havia um segundo, formado por servidores da Câmara de São Fidélis, que cumpria as ordens de Marcos Antônio e Michel, assinando falsas atas de sessão de julgamento de procedimentos licitatórios e, também, atestando a prestação de serviços que nunca foram executados.

As investigações apuraram ainda a existência de um terceiro grupo, sob o mesmo comando do anterior mas com relações diretas principalmente com Michel, composto por empresários que forneciam documentos de empresas individuais e de sociedades empresariais para viabilizar a fraude nos procedimentos licitatórios, já sabedores de qual deles seria o vencedor, visto que se tratava de um verdadeiro jogo de “cartas marcadas”.

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