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Estudo aponta que meia dose de AstraZeneca produz anticorpos

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Cerca de 20 mil pessoas participaram do projeto ‘Viana Vacinada’, no Espírito Santo. Meia dose do imunizante induziu anticorpos em 99,8% dos participantes. Vacina da AstraZeneca contra Covid-19
Divulgação
O estudo sobre a aplicação de meia dose de AstraZeneca em voluntários de Viana, no Espírito Santo, mostrou que o imunizante induziu anticorpos contra o coronavírus em 99,8% dos participantes.
O resultado foi divulgado em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (20).
O resultado preliminar do estudo, divulgado em outubro, já mostrava a eficácia da aplicação com meia dose.
O estudo faz parte do projeto “Viana Vacinada”, do Governo do Espírito Santo e da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que avaliou a eficácia de meia dose do imunizante contra a Covid-19.
Veja perguntas e respostas sobre o projeto ‘Viana Vacinada’
Cerca de 20 mil pessoas com idades entre 18 e 49 anos participaram do estudo. A primeira meia dose foi aplicada nos voluntários em junho deste ano e a segunda dose foi aplicada oito semanas depois, em agosto.
Viana foi a primeira cidade a atingir 100% de adultos vacinados com ao menos uma dose de imunizantes contra a Covid-19 no Espírito Santo.
A pesquisa testou se a aplicação das duas meia dose é capaz de produzir anticorpos neutralizantes (protetores) e células de defesa. O estudo também investiga se os participantes terão a redução da incidência de novos casos de Covid-19 da mesma forma que quem recebeu a dose padrão da AstraZeneca.
“Comprovada a efetividade da aplicação da meia dose, as autoridades sanitárias do Brasil e do mundo tem evidência científica para dobarem a capacidade de imunização com a vacina da Fiocruz. Sabemos que, em muitas regiões mais pobres do mundo, o alcance da vacinação tem sido mais limitado. E nos locais com mais acesso ao produto, a oferta de doses de reforço também poderá ser aumentada”, afirmou a coordenadora científica do estudo e gerente de Atenção à Saúde do Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam), Valéria Valim.
Resultados preliminares já apontavam que meia dose da AstraZeneca produz anticorpos em voluntários
Conforme os testes em voluntários, a meia dose foi capaz de induzir a produção de anticorpos neutralizantes em 99,8% dos participantes, resultado semelhante ao alcançado no esquema com dose padrão.
Em pré-imunes, ou seja, pessoas que já tiveram a doença ou foram vacinadas anteriormente, uma meia dose foi suficiente para induzir altos títulos de anticorpos neutralizantes.
“Isso mostra que a meia dose pode ser usada para reforço no esquema vacinal”, informou Valim.
No grupo dos que não tiveram Covid-19 e nem haviam se vacinado antes, a meia dose foi capaz de induzir resposta mais robusta de biomarcadores de imunização (quimiocinas, citocinas e fatores de crescimento) que a prescrição na bula do produto da AstraZeneca. Nos pré-imunes, a produção desses marcadores foi semelhante nos dois grupos.
Outra conclusão foi a de que a duração dos eventos adversos foi menor na meia dose que na cheia. Em geral, foram leves e em proporção de pessoas semelhante à da prescrição de fábrica.
A Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), diante dos resultados apresentados, autorizou que a população de Viana de 18 a 49 anos use a metade da prescrição padrão como reforço no esquema vacinal em todos os postos de imunização da cidade. A adesão a esta etapa do estudo é voluntária.
“Não somente quem participou do estudo poderá receber meia dose de reforço, mas também quem recebeu dose padrão de AstraZeneca, CoronaVac ou Pfizer”, disse Valéria Valim.
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