O campeonato alagoano de futebol começou com muitos gols e também com os velhos problemas de organização. Problemas que deixam o nosso futebol cada vez mais distante do profissionalismo. Problemas que explicam porque só temos dois times com calendário garantido até o fim do ano. Para outro time conseguir garantir o segundo semestre terá que ser por mérito próprio, como ASA e CRB. O campeonato alagoano é muito desorganizado para conseguir criar mecanismos para seus times conseguirem recursos para jogar os principais campeonatos do país se não for os gigantes.

Mais uma vez a polêmica com os laudos que liberam estádios tomou conta dos noticiários na semana de início do campeonato. No Penedense X CSA, a falta de um desfibrilador atrasou o início do jogo. No Trapichão, a principal praça esportiva de Alagoas, demora para abrir os portões para torcedores e para o Murici, time visitante. Murici que até sexta-feira não sabíamos se jogaria o campeonato. Não bastasse a falta de competência dos cartolas do futebol para organizar o campeonato, a Secretaria de Esporte resolveu reforçar o time dos que atrapalhavam a vida do torcedor. A decisão de não abrir os portões com um time de futebol que viajou e torcedores na porta do estádio foi da secretaria de estado.

Não é surpresa que fatos como estes aconteçam. A repetição é motivo para indignação e não para acomodação. Precisamos cobrar cada vez mais de todos que são responsáveis por organizar jogos de futebol profissional em Alagoas. Esta desorganização tem custado o desenvolvimento do nosso futebol. Para o torcedor tem sido cada vez mais difícil chegar e ficar em um estádio e ao mesmo tempo mais caro. O torcedor e qualidade do jogo parece não ser preocupação dos cartolas e do Estado. A incompetência é tão grande não será surpresa se um dia faltar bolas para iniciar um jogo.

 

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