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Engenheiro da Nasa diz exalta Starship e diz que agência precisa “sonhar mais alto”

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O arquiteto de sistemas e engenheiro da Nasa, Casey Handmer, publicou um texto onde exalta a Starship – a nave orbital da SpaceX -, além de pedir que a agência espacial americana use a nave como uma inspiração para sonhar mais alto. O texto, ele ressalta, não tem relação com a Nasa em si e consiste de uma peça opinativa veiculada em seu blog pessoal.

O longo artigo improvisa uma linha do tempo escrita, onde Handmer ressalta os dois anos do projeto Starhopper, que viria a se tornar a Starship que conhecemos. “Há dois anos, a Starship era um design e uma maquete”, disse o engenheiro. “Hoje, é um protótipo 95% completado que, logo, vai voar para o espaço e pode até voltar inteiro”.

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Um teste de disparo estático da Starship SN20, o protótipo mais recente da nave orbital da SpaceX: engenheiro da Nasa afirma que projeto da empresa de Elon Musk deveria ser levado como padrão em gerenciamento e organização (Imagem: SpaceX/Reprodução)

Paixão de fã à parte, é inegável que a SpaceX vem fazendo imensos progressos com o projeto de uma nave orbital. O Starhopper nasceu do objetivo mais simplista da empresa de Elon Musk: criar uma linha de negócios que ofereceria voos comerciais para o espaço do mesmo jeito que você freta um ônibus.

Essa ideia veio mudando com o passar dos anos (e com outras empresas mostrando que, mesmo quando isso for possível, não será barato) e, hoje, a Starship é atrelada a objetivos mais ambiciosos, contando até com um conjunto de braços mecânicos para agarrar a nave quando ela voltar do espaço.

Essa evolução acelerada foi usada como argumento para que Handmer, que, ressaltamos, trabalha na Nasa, criticasse…a Nasa. Segundo ele, o atual Projeto Artemis, que ambiciona levar o homem de volta à Lua e, depois a Marte, ainda não está considerando “o peso” da Starship “como se deve”:

“O programa Artemis exige uma entrada e um sistema de pouso humano [HLS] separados, porque nem mesmo o SLS [sistema de lançamento em produção pela Nasa] tem capacidade suficiente para executar a missão por conta própria”, disse Handmer, referindo-se à necessidade de um módulo de pouso lunar criado separadamente do restante do projeto – a licitação para essa parte foi vencida pela SpaceX, mas está atualmente travada em imbróglio judicial movido pelas empresas que perderam o pleito – uma delas, a Blue Origin de Jeff Bezos.

“Os requisitos de performance específicos para o HLS só fazem sentido para lançadores que não são a Starship, e são objetivamente inadequados para qualquer tipo de construção séria de base na Lua ou a manutenção de uma presença sustentável lá”, comentou Handmer. “A Starship muda esse paradigma. A empresa venceu o contrato porque, das três ofertas, só ela entregava um sistema fechado [dentro desses requerimentos]. Mas mais do que isso, a Starship pode ser adotada para todo o Programa Artemis, e provavelmente o vai, se o projeto continuar”.

Finalmente, o engenheiro finaliza o comentário dizendo: “o Artemis vai continuar a passos mancos, lançando comunicados medianos à imprensa e lidando com orçamentos reduzidos. Em algum momento, a Starship vai demonstrar um pouso lunar autônomo e retornar com algumas toneladas de rochas da Lua, e ou a Nasa se mexe para ter os direitos de marca, ou ela não os terá”.

Handmer compara a Nasa e a SpaceX no intuito de mostrar para o seu público que, supostamente, se a agência quisesse fazer mais, ela poderia. O engenheiro diz que, com a sua própria capacidade, a Nasa poderia construir e manter uma base na Lua com capacidade para mil pessoas. “Nós provavelmente não vamos fazer isso, mas poderíamos”, ele disse.

O potencial da Starship também não é inteiramente aproveitado pela Nasa, segundo Handmer, porque o projeto da nave espacial de Elon Musk foi criado com uma estrutura organizacional diferenciada.

“A Nasa está no meio de sua maior oportunidade desde o nascimento em 1958. Nós poderíamos fazer com que cada estrutura e centro da agência despejasse máquinas que construíssem mundos inteiros ‘aos baldes’, criando o suporte integral que representaria o salto humano para uma civilização multiplanetária”, ele disse. “Pode levar um ano ou três, mas a Starship está chegando e ela vai mudar tudo”

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