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Em alta na Europa, Arthur Cabral foi de esnobado no Palmeiras a alvo do Barcelona

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No início de 2019, Arthur Cabral chegou ao Palmeiras com a missão de fazer sombra aos centroavantes Deyverson e Miguel Ángel Borja, que haviam ajudado a equipe alviverde a conquistar o título do Campeonato Brasileiro no ano anterior. O jogador teve poucas chances e foi rapidamente negociado com o futebol europeu. No suíço Basel, o cenário se inverteu, o atacante, aos 23 anos, conquistou seu espaço, virou artilheiro e agora tem sido especulado em importantes clubes da Europa, entre eles o Barcelona.

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Natural de Campina Grande, na Paraíba, Arthur Cabral começou no futebol no time da cidade, o Campinense. Com o clube, guarda laços até hoje. Isso porque seu pai, Hélio Cabral, é auxiliar técnico da equipe paraibana, que foi vice-campeã da Série D do Campeonato Brasileiro. Neste ano, aproveitando a presença do filho no Basel, Hélio passou alguns dias no clube suíço fazendo um estágio.

“Às vezes não dá para assistir aos jogos. Mas estou acompanhando e torcendo muito para o Campinense. Cheguei a treinar com eles neste ano. É uma galera muito legal e merece muito conseguir esse acesso”, disse o centroavante, que fez uma espécie de intertemporada no Campinense durante as férias do futebol europeu.

Mas foi no Ceará que Arthur Cabral se profissionalizou. Depois de passar pelas categorias de base, começou a ganhar mais oportunidades na equipe principal em 2017. Artilheiro da Copa do Nordeste de 2018 com cinco gols, somou outros sete no Brasileirão daquele ano e despertou o interesse do Palmeiras, que à época já sofria com críticas ao seu sistema ofensivo.

FASE ALVIVERDE – No Palmeiras, Arthur Cabral sabia que chegava como terceira opção para o ataque do time comandado por Luiz Felipe Scolari. Com problemas físicos, perdeu espaço logo no início da temporada 2019. Chegou a jogar alguns minutos em um jogo da Libertadores diante do San Lorenzo e marcou seu único gol pela equipe palestrina em duelo com o Novorizontino pelas quartas de final do Campeonato Paulista. Ao todo foram apenas cinco jogos e o jogador foi emprestado ao Basel.

“Palmeiras é diferente de Ceará. E no Basel é um pouquinho diferente do Palmeiras. Futebol tem que dar passos de acordo com o que ele vem crescendo. É um passo importante para ele, para quem sabe voltar ao Palmeiras e conseguir chegar na qualidade de outros jogadores que o clube exige”, explicou Felipão sobre a opção de não utilizar o atacante em seus meses de Palmeiras.



NOVOS FRUTOS – Para que fosse comprado em definitivo pela equipe suíça, Arthur Cabral precisava cumprir algumas metas. Rapidamente adaptado ao Basel, o centroavante ultrapassou os objetivos e assinalou 18 gols em sua primeira temporada e rendeu ao Palmeiras cerca de R$ 13 milhões. Hoje, com o jogador fazendo sucesso, os suíços só aceitam negociá-lo por valores superiores a 15 milhões de euros (R$ 100 milhões aproximadamente) e esperam que o jogador melhore ainda mais seus números e bata recordes.

Na atual temporada, Arthur já marcou 25 gols em 27 jogos pelo clube da Basileia. São números melhores que os de Vinícius Júnior, que tem brilhado no Real Madrid e sendo considerado o melhor brasileiro em atividade na Europa. O faro de gol rendeu ao centroavante uma convocação para a seleção brasileira no último mês de outubro para a disputa de jogos das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022. Ele substituiu Matheus Cunha, que foi cortado por lesão. O paraibano não entrou em campo, mas pôde aproveitar os treinamentos comandados por Tite para deixar sua marca.

Antes de ser lembrado pela equipe principal, Arthur Cabral já havia participado de um amistoso, no Pacaembu, com a seleção olímpica no início do trabalho de André Jardine (diante do Chile, em setembro de 2019). Acabou ficando fora da lista final de convocados para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

“Eu acredito que estou preparado para o que vier a acontecer. Sou o centroavante de área. Se o Tite achar que precisa desse tipo de jogador, eu vou estar pronto para entrar e dar conta do recado. Sonhei com isso a minha vida toda e me preparei para isso. Eu sou um paraibano de Campina Grande, terra de um futebol e de gente muito humildes. Estou realizado de estar aqui”, disse Arthur Cabral em coletiva de imprensa dada enquanto servia a seleção brasileira.



Nascido em 1998, Arthur tem um dos principais requisitos para ser observado por grandes equipes da Europa: ser jovem. Artilheiro nato, o brasileiro tem levantado a cobiça de times como Barcelona, da Espanha, e o novo rico Newcastle, da Inglaterra. A expectativa é que cheguem novas propostas na janela de inverno da Europa (entre dezembro e janeiro), mas o Basel deve fazer jogo duro para negociá-lo antes do fim da temporada.

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